Centenas de funcionários da Walt Disney perderam o emprego na última terça-feira (29), em mais uma rodada de cortes que atinge estruturas corporativas e áreas como recursos humanos e tecnologia da informação.
A revista Variety divulgou a informação, citando uma fonte com conhecimento direto dos acontecimentos. Este é o terceiro pacote de demissões da empresa desde que Josh D’Amaro assumiu a presidência executiva em março.

Cortes já eram esperados pela gestão
Durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre, em junho, D’Amaro e o diretor financeiro Hugh Johnston disseram que a Disney estudava novas formas de reduzir gastos administrativos e o quadro de pessoal.
Em 5 de agosto, uma carta aos acionistas reforçou o compromisso de reduzir despesas. A companhia justificou os cortes como necessários para liberar recursos destinados a áreas consideradas estratégicas para o crescimento futuro.
2026 marca sucessivas ondas de demissão
O primeiro grande corte do ano ocorreu em abril, quando a Disney eliminou cerca de mil vagas em marketing, estúdios, televisão, ESPN, produtos, tecnologia e estruturas corporativas. Em julho, atingiu áreas corporativas, Pixar, ESPN e Disney Entertainment Television, com a Pixar registrando a maior concentração de demissões entre os estúdios.
A National Geographic sofreu o maior impacto dentro da divisão de televisão naquele momento. Em agosto, além das dispensas, a empresa ofereceu pacotes de aposentadoria antecipada a executivos com longa trajetória na organização.
Uma empresa gigante, mas em transformação
Apesar das sucessivas ondas de demissões, a Disney empregava cerca de 231 mil pessoas no fim do ano fiscal de 2025: aproximadamente 172 mil nos Estados Unidos e 59 mil em outros países, conforme dados citados pela Reuters.
O precedente de 2023 que ainda pesa
A atual gestão opera sobre uma sombra histórica ainda recente. Em 2023, sob o comando do então CEO Bob Iger, a Disney implementou uma reestruturação que resultou no corte de aproximadamente 7 mil empregos como parte de um plano para reduzir US$ 5,5 bilhões em custos operacionais.
Esse precedente explica por que o mercado acompanha com atenção cada novo anúncio de corte feito por D’Amaro e sua equipe. Investidores e observadores do setor reconhecem que os cortes deste ano seguem uma lógica similar à de 2023, embora ocorram em escala diferente e estejam mais segmentados entre as divisões.





