A mineradora Minas Argentinas encontrou a maior concentração de ouro já registrada no distrito mineiro de Gualcamayo, na Argentina.
A sondagem identificada como 26QD-1.649 revelou um trecho de 1,80 metro com teor de 1.510 gramas de ouro por tonelada, o equivalente a 1,51 quilo do metal em cada tonelada de rocha, além de 1.250 gramas de prata por tonelada.
Esse teor supera os maiores valores já registrados no local.
O achado foi feito dentro do projeto Carbonatos Profundos (DCP), iniciativa da companhia para abrir uma futura mina subterrânea e ampliar o horizonte produtivo da região.
Maior concentração de ouro já registrada em uma mina deste país pode transformar a economia local
A concentração encontrada em Gualcamayo é tão alta que a própria empresa a compara, em termos de magnitude, a intervalos documentados em distritos como Windfall, no Canadá, e Fosterville, na Austrália.
Em mineração, o teor indica a quantidade de metal presente em determinado volume de rocha, quanto mais gramas por tonelada, maior a riqueza daquele trecho.
O furo foi realizado a partir de uma galeria subterrânea situada a cerca de 700 metros da entrada principal, com o objetivo inicial de mapear o limite superior do corpo geológico batizado de Santiago e coletar dados geotécnicos.
O trecho de maior concentração surgiu a partir do metro 138 da perfuração, numa profundidade que não fazia parte do foco original do trabalho.
Antes mesmo da análise em laboratório, as equipes já haviam percebido ouro visível a olho nu nas amostras retiradas.
A combinação desse sinal visual com os altos índices de prata e a posição do trecho, exatamente no contato entre rochas calcárias e folhelhos, chamou a atenção dos geólogos antes da confirmação química definitiva.
O padrão identificado tem características semelhantes às de depósitos do tipo Carlin, encontrados em Nevada, nos Estados Unidos, conhecidos por concentrações elevadas de ouro em bolsões específicos.
Um resultado de teor tão alto não significa, por si só, que a empresa já tenha um novo recurso ou reserva confirmada.
Para chegar a essa etapa, será preciso perfurar outros pontos ao redor, avaliar até onde a mineralização se estende, e só depois incorporar os dados aos estudos técnicos e às estimativas econômicas do projeto.

O que vem pela frente na exploração?
O próximo passo da companhia é continuar perfurando para delimitar até onde essa faixa de alta concentração se prolonga no subsolo.
Esse mapeamento vai definir que peso o achado pode ter na futura sequência de extração e nas contas econômicas do projeto Carbonatos Profundos.
Gualcamayo já opera com produção ativa, infraestrutura instalada e reservas documentadas, o que torna esse tipo de achado ainda mais relevante dentro de um programa de exploração de longo prazo.
O novo resultado concentra agora a atenção da equipe técnica justamente na área onde o teor de ouro superou todos os registros anteriores do distrito.





