Aos 29 anos, Simone Biles identificou a causa de uma coceira e descamação que vinham incomodando seu couro cabeludo havia tempos: um diagnóstico duplo de dermatite seborreica e eczema, ambas doenças de pele com caráter crônico.
Em entrevista à revista People, a ginasta, dona de um patrimônio superior a R$ 100 milhões, contou que o incômodo chegava a causar lesões e sangramento, situação que a fez buscar acompanhamento especializado com um dermatologista.
Os sintomas pioraram justamente no período das Olimpíadas de 2024, quando Biles disputou a competição que a colocou frente a frente com Rebeca Andrade. Foi nesse momento que o sangramento no couro cabeludo levou Biles a desconfiar de que o problema ia além de uma simples caspa.
O que diferencia a dermatite seborreica da caspa
A dermatite seborreica é uma inflamação crônica que afeta regiões com concentração maior de glândulas sebáceas — couro cabeludo, rosto e tronco são as áreas mais atingidas.
Embora os termos sejam frequentemente usados como sinônimos, a caspa representa uma descamação visível, geralmente menos inflamatória.
A dermatologista Glauce Eiko, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que a presença de fungos do gênero Malassezia, naturalmente encontrados na pele, favorece o surgimento da inflamação em quem já tem predisposição ao problema.
Entre as manifestações estão vermelhidão na pele, descamação seca ou oleosa e coceira em graus variados.
Como a doença se manifesta no corpo

Na pele, a condição se manifesta por placas avermelhadas cobertas por escamas finas e secas ou espessas e gordurosas, de aspecto amarelado. No couro cabeludo, é comum o surgimento de crostas e descamação que varia do branco ao amarelo, frequentemente acompanhada de coceira de intensidade variável.
A doença alterna períodos de remissão e agravamento, e estresse intenso, mudanças no clima e alterações na rotina de cuidados com a pele podem intensificar os sintomas.
Para atletas de elite como Simone Biles, o estresse de competições de alto nível, sobretudo em contextos olímpicos, é um agravante relevante para a condição.
Caminho para controlar a dermatite seborreica
Segundo a dermatologista Glauce Eiko, o tratamento envolve uma rotina regular de higiene com produtos adequados, como xampus e géis de limpeza suaves, além do uso intermitente de antifúngicos tópicos para manutenção, mesmo em períodos de remissão.
Produtos muito oleosos ou irritantes devem ficar de fora da rotina do paciente, assim como o hábito de coçar ou esfregar as regiões afetadas, já que essas atitudes preservam a barreira cutânea e reduzem o risco de infecções secundárias.
Também deve identificar e controlar gatilhos pessoais, como estresse, mudanças de clima ou alterações em outras medicações, além de manter o acompanhamento dermatológico para ajustes no tratamento.





