Consumidores americanos processam a Starbucks por rotulagem enganosa de bebidas proteicas.
A empresa comercializa oito produtos como “sem açúcar”, mas eles contêm entre 13 e 21 gramas de açúcar. A lactose, um açúcar natural do leite, responde por parte desse total.
Nas versões maiores, a alegação viola a regulamentação federal, que proíbe o uso de “sem açúcar” em bebidas com mais de 0,5 grama de açúcar por porção de 355 ml.
Starbucks é processada por consumidores
A ação coletiva, protocolada em tribunal federal de Seattle em 2 de outubro, questiona se a empresa se aproveitou da busca de 75% dos norte-americanos por reduzir o consumo de açúcar para lucrar com consumidores enganados.
A denúncia afirma ainda que faltam avisos obrigatórios de que essas bebidas não são baixas em calorias nem destinadas ao controle de peso.
Os produtos questionados são Vanilla Protein Latte, Caramel Protein Latte, Vanilla Protein Matcha e Caramel Protein Matcha, oferecidos também em versão gelada.
Descritos no site da marca como “ricos em proteínas” e “sem adição de açúcar”, embora contenham açúcar naturalmente presente no leite, esses itens contêm entre 270 e 340 calorias nas versões maiores.
O cardápio foi lançado em setembro de 2025, durante a atualização “Back to Starbucks”. A ação pede indenização por danos não especificados e acusa a empresa de propaganda enganosa e de violação de leis estaduais sobre proteção ao consumidor.
Contexto de processos contra a indústria alimentar
Dezenas de fabricantes de alimentos enfrentam processos semelhantes, que questionam rótulos com expressões como “sem açúcar” ou “zero açúcar” em produtos feitos com alulose, um substituto do açúcar.
Esse aumento reflete a pressão regulatória por maior transparência nas alegações nutricionais.
A Starbucks, sediada em Seattle, e o advogado dos consumidores não apresentaram respostas imediatas sobre o processo. A empresa não se pronunciou oficialmente sobre os questionamentos levantados na ação.





