A Gramado Parks escolheu Subaúma, na Bahia, como novo destino e passou a buscar a administração de ativos hoteleiros prontos, em vez de construir novos empreendimentos. A estratégia pretende aumentar a receita e a escala operacional.
Desde 2023, quando Ronaldo Costa Beber assumiu a liderança, o faturamento com hotelaria cresceu de R$ 52 milhões para uma projeção de R$ 82 milhões neste ano. A companhia busca crescer nos próximos anos por meio da gestão de terceiros, com negociações em andamento no Nordeste.
A história do resort e sua nova casa
Há décadas, um empresário belga chegou à costa norte da Bahia, identificou uma praia discreta e comprou um terreno à beira-mar. Começou com uma residência, depois expandiu para flats e, mais tarde, para um resort, o Tree Bies Resort.

Como não envolve transferência de propriedade, esse modelo de gestão permite que a companhia aumente a receita sem exigir investimento em terreno ou construção.
Por que abandonar a construção para gerir o que já existe
A empresa decidiu tratar a hotelaria como um negócio independente, não como apêndice da venda de frações.
Para isso, a empresa investiu em capacitação interna, criou programas de formação em hospitalidade e passou a se dedicar à operação dos hotéis que já possuía. Três propriedades do grupo ficaram entre as dez mais bem avaliadas do país no TripAdvisor após essa mudança.
Essa transformação interna explica a aposta da Tree Bies na gestão de resorts de terceiros. Administrar um resort alheio, melhorar sua gestão e aumentar a lucratividade exige a experiência que a companhia começou a construir: conhecimento operacional, sistemas integrados e equipes treinadas em atendimento.
Crescimento por escala, não por construção
O plano para os próximos anos passa por aumentar o volume de hotéis sob administração, ganhar poder de compra centralizado e diluir custos corporativos entre mais unidades. Quanto mais propriedades gerencia, menor o peso das despesas fixas em cada uma delas. A opção fica aberta conforme o perfil de cada empreendimento.
Operar um hotel isolado ficou economicamente inviável no mercado atual. Uma rede maior negocia com fornecedores em volume, compartilha sistemas de tecnologia, distribui equipes de suporte e reduz o desperdício operacional, e um resort isolado não teria essas vantagens.
Nordeste no radar, outros negócios por vir
Antes de Subaúma, a companhia já havia assumido a gestão do Divisa Experience Resort, em São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul.
A companhia continua focada em imóveis prontos que possam passar por transformação operacional, não em construir do zero. Essa estratégia reduz o risco financeiro e acelera o retorno do investimento administrativo.





