O Bolsa Família começa a ser pago com reajuste de 15,04% a partir do próximo dia 19 de outubro. Trata-se do primeiro reajuste desde a retomada do modelo atual do programa, em 2023.
O valor mínimo por família subiu de R$ 600 para R$ 691, um aumento de R$ 91, e o pagamento médio passa a ser de R$ 777.
A Caixa Econômica Federal fará os repasses de forma escalonada, conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). O pagamento começa com os beneficiários de final 1, no dia 19, e termina com os de final 0, no dia 30.
O aumento alcançará cerca de 19 milhões de famílias em todo o país, mais de 3,4 milhões apenas no Rio de Janeiro.
Calendário de pagamento em outubro do Bolsa Família e como funcionam os novos valores
A liberação dos recursos segue o cronograma abaixo, conforme o final do NIS do beneficiário:
- Final 1: 19 de outubro
- Final 2: 20 de outubro
- Final 3: 21 de outubro
- Final 4: 22 de outubro
- Final 5: 23 de outubro
- Final 6: 26 de outubro
- Final 7: 27 de outubro
- Final 8: 28 de outubro
- Final 9: 29 de outubro
- Final 0: 30 de outubro
O Bolsa Família é composto por quatro componentes, todos reajustados nesta mudança.
O Benefício de Renda da Cidadania, pago a cada integrante da família, passou de R$ 142 para R$ 164 por pessoa. Já o Benefício Primeira Infância, destinado a crianças de 0 a 7 anos incompletos, subiu de R$ 150 para R$ 173 por criança.
O Benefício Variável Familiar, que atende gestantes, lactantes e crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos incompletos, foi reajustado de R$ 50 para R$ 58 por integrante.
O Benefício Complementar garante que a soma total não fique abaixo dos R$ 691, assim, quando o valor calculado fica inferior, o programa completa a diferença até atingir o piso mínimo.
Quem tem direito ao aumento do Bolsa Família e como acessar o benefício?
Para receber o benefício, a renda mensal familiar deve ser de até R$ 218 por pessoa. O cálculo é feito pela divisão da renda total pelo número de integrantes da casa. Se o resultado for inferior a R$ 218, a família pode receber o programa.
Quem recebe salário mínimo (R$ 1.621) em uma família com oito pessoas, por exemplo, tem renda individual de R$ 202,62, abaixo do limite e, portanto, apto a receber.
Além da renda, beneficiários precisam manter crianças e adolescentes frequentando a escola, realizar acompanhamento pré-natal em caso de gravidez e manter as carteiras de vacinação atualizadas.
Manter o Cadastro Único (CadÚnico) em dia ajuda a evitar a interrupção dos pagamentos. As informações devem ser revisadas sempre que houver alteração na composição familiar, no endereço, na renda ou na situação escolar de crianças e adolescentes. A atualização é obrigatória, no máximo, a cada 24 meses.
Dúvidas sobre o programa podem ser resolvidas pelo Disque Social 121 ou pelo canal de atendimento da Caixa no número 111. Os aplicativos do Bolsa Família e da Caixa também estão disponíveis para download gratuito.





