A picada de escorpião causa dor intensa e localizada, deixando a região vermelha e inchada, sinais bem distintos de outras picadas comuns, como as de mosquitos ou formigas.
Em crianças pequenas, o risco é maior: o veneno age de forma mais agressiva em organismos menores, e a criança pode ter dificuldade para descrever exatamente o que aconteceu. O Brasil enfrenta uma “epidemia silenciosa” de acidentes com escorpiões.
Espécies mais perigosas do Brasil
O Ministério da Saúde identifica quatro espécies do gênero Tityus como as mais relevantes em saúde pública. O escorpião-amarelo distribui-se por todas as macrorregiões do país e oferece o maior risco de envenenamento grave.
O escorpião-marrom ocorre nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, enquanto o amarelo-do-nordeste é a espécie mais frequente no Nordeste, com registros também em Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Na região Norte e no estado de Mato Grosso, o escorpião-preto-da-amazônia responde pela maioria dos acidentes e das mortes.
Primeiros socorros: o que fazer imediatamente
Assim que a picada ocorrer, lave cuidadosamente o local com água e sabão. Em seguida, mantenha a pessoa em repouso, evitando movimentação excessiva do membro atingido. A única medida adicional recomendada antes de chegar ao hospital, é aplicar uma compressa fria sobre o local para aliviar a dor.
Procure um serviço de saúde o mais rápido possível para avaliação profissional, especialmente se a vítima é criança ou se surgirem sintomas além da dor localizada. No atendimento, os médicos classificarão a gravidade em “leve”, “moderado” ou “grave” para orientar o tratamento.
Não se deve fazer torniquete, sugar o local da picada, aplicar pomadas, álcool, óleo ou outros produtos. Evite também automedicar a criança sem avaliação médica prévia.
Sinais de emergência que exigem atendimento imediato

Além da dor intensa no local da picada, fique atento a sintomas sistêmicos que indicam a disseminação do veneno pelo corpo: agitação e irritabilidade inexplicadas, aumento da salivação, tremores ou espasmos musculares, taquicardia e dificuldade para respirar. Se qualquer um desses sinais aparecer, ligue imediatamente para o SAMU (192) ou para o Corpo de Bombeiros (193).
O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) também oferece orientação telefônica gratuita pelo número 0800 644 6774. Médicos e especialistas estão disponíveis para esclarecer dúvidas.





