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Home Destaques

Funcionários da Amazon poderão deixar de passar até 12 horas em pé após decisão da Justiça

Por Ana Anjos
08/10/2026
Funcionários amazon poderão deixar passar

Foto: Christian Wiediger/Unsplash

A Justiça do Trabalho obrigou a Ceva Logistics a reorganizar as condições de trabalho de aproximadamente 1,4 mil funcionários do complexo logístico da Amazon, em Santa Maria, no Distrito Federal. A decisão proíbe jornadas que mantêm os trabalhadores em pé por 11 a 12 horas seguidas.

O Ministério Público do Trabalho havia denunciado que, além de permanecerem longos períodos em pé, os funcionários faziam movimentos repetitivos e manipulavam volumes de até 22 quilos. 

O juiz Claudinei da Silva Campos reconheceu que essas condições provocam danos graves à saúde, como varizes e lombalgias crônicas. As duas doenças estão na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho, segundo o juiz.

a can of beer
Foto: BoliviaInteligente/Unsplash

O que muda nas jornadas

As escalas não podem ultrapassar oito horas diárias nem 44 horas semanais. A empresa passa a oferecer pausas de dez minutos a cada 90 minutos de permanência em pé, e o trabalhador ganha direito a descanso semanal após no máximo seis dias consecutivos de labor.

O intervalo de refeição sobe para uma hora, e o de lanche, para 15 minutos. Os dois começam a ser contados somente depois que o funcionário sai das filas de detectores de metais e de registro de ponto. O juiz observou que esses procedimentos de segurança reduziam o tempo real de descanso disponível.

A empresa também fica proibida de convocar ou pressionar empregados a trabalhar nas folgas, sob pena de coação indireta. Para viabilizar o descanso, o juiz ordenou ainda que a empresa forneça cadeiras aos trabalhadores na área operacional.

Linha do tempo
Linha do tempo dos eventos citados na matéria
até a publicação da matéria
A empresa foi questionada sobre a decisão, mas não se manifestou
quando a ação foi ajuizada
O SINTRAMB/DF já estava em negociação com a empresa
quando a ação foi ajuizada
A Ceva Logistics argumentou que as escalas seguiam um acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadoria em Geral
decisão judicial (sem data específica)
O juiz Claudinei da Silva Campos reconheceu que as condições provocam danos graves à saúde, como varizes e lombalgias crônicas, e declarou o acordo anterior inválido
decisão judicial (sem data específica)
A Justiça do Trabalho obrigou a Ceva Logistics a reorganizar as condições de trabalho de aproximadamente 1,4 mil funcionários do complexo logístico da Amazon, em Santa Maria, no Distrito Federal
decisão judicial (sem data específica)
A decisão proibiu jornadas que mantêm os trabalhadores em pé por 11 a 12 horas seguidas e ordenou que a empresa forneça cadeiras aos trabalhadores na área operacional
entrarão em vigor em até 15 dias úteis, com prazo final em 8
As mudanças (escalas de até oito horas diárias, pausas de dez minutos a cada 90 minutos de pé, descanso semanal após no máximo seis dias consecutivos, intervalo de refeição de uma hora e de lanche de 15 minutos, proibiçã
se descumpridas
A Ceva Logistics pagará multa de R$ 10 mil por dia, limitada a R$ 200 mil no total

Por que o acordo anterior não vale

A Ceva Logistics argumentou que as escalas seguiam um acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadoria em Geral. 

O magistrado declarou esse acordo inválido porque o Distrito Federal possui seu próprio sindicato representativo — o SINTRAMB/DF — que já estava em negociação com a empresa quando a ação foi ajuizada.

Prazos e penalidades

As mudanças devem entrar em vigor em até 15 dias úteis, com prazo final em 8 de outubro de 2026. Se descumpridas, a Ceva Logistics pagará multa de R$ 10 mil por dia, limitada a R$ 200 mil no total.

Documentos apresentados ao tribunal mostram que funcionários eram obrigados a sentar no chão ou em estruturas improvisadas para descansar durante os intervalos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Ana Anjos

Ana Anjos

Jornalista paraibana, com coração pernambucano, fazendo o que ama e contando histórias que importam.

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