Pesquisa da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, publicada na revista Nature, mostra que o hábito de dormir pouco ou muito pode ter relação direta com a velocidade do envelhecimento do corpo.
O levantamento analisou dados de cerca de 500 mil adultos do UK Biobank e usou 23 relógios biológicos para medir sinais de envelhecimento em 17 órgãos e sistemas diferentes.
Dormir pouco ou dormir em excesso apareceu ligado a marcadores menos favoráveis de envelhecimento biológico, numa relação em formato de “U”.
Hábito de dormir de seis a oito horas fazem diferença
Uma faixa de sono entre seis e oito horas por noite esteve associada aos melhores indicadores de envelhecimento no levantamento, ainda que os resultados tenham variado conforme o órgão analisado.
O coração respondeu melhor perto de seis horas de sono, enquanto certos sinais ligados ao cérebro ficaram mais favoráveis perto de oito horas, o que não significa que seis horas bastem para proteger o coração. Nem que oito sejam a quantidade ideal para todo mundo.
Segundo especialistas, os números exigem leitura cuidadosa. Isso porque a pesquisa não comprova que o hábito de dormir seis horas seja o tempo certo para o coração e oito horas para o cérebro.
Os intervalos associados aos melhores indicadores variaram entre seis horas e meia e oito horas, a depender do órgão, do sexo e do tipo de marcador avaliado.
Não existe número mágico para todos
Para especialistas, o estudo não serve para fixar uma quantidade exata de horas válida para qualquer pessoa. A prática clínica segue considerando que a maior parte dos adultos precisa de sete a nove horas de sono, com variações individuais que dependem de cada organismo.
O sono não é apenas uma pausa no corpo. Durante a noite, acontecem processos de regulação metabólica, hormonal, cardiovascular e imunológica, além de mecanismos de reparo que mantêm órgãos e tecidos funcionando.
Quando essa rotina é interrompida por insônia ou por noites muito curtas, o efeito aparece em funções cognitivas, na memória, e na disposição para as atividades do dia seguinte.
Buscar regularidade nos horários de dormir e acordar, evitar estímulos que atrasam o sono à noite, e procurar ajuda profissional diante de insônia persistente são passos que ajudam a preservar essa faixa de seis a oito horas associada a melhores marcadores de envelhecimento.
Para quem convive com noites maldormidas, identificar a causa é o primeiro passo para recuperar o descanso que o corpo precisa.





