Com a aproximação do segundo turno das eleições de 2026, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro, milhões de brasileiros, com biometria cadastrada ou não, se preparam para voltar às urnas e escolher o presidente da República.
Entre os cuidados necessários para participar da votação, uma regra merece atenção especial de quem ainda não cadastrou a biometria na Justiça Eleitoral: apresentar um documento oficial com foto para comprovar sua identidade.
A ausência do registro biométrico, por si só, não impede o cidadão de votar. Entretanto, é importante conhecer os procedimentos de identificação exigidos no dia da eleição para evitar dificuldades na seção eleitoral.
Como funciona a biometria nas eleições?
A biometria é uma tecnologia utilizada pela Justiça Eleitoral para reconhecer os eleitores por características físicas individuais, principalmente pelas impressões digitais. O procedimento faz parte de um sistema de identificação que também reúne fotografia e assinatura digitalizadas.
Nas seções eleitorais brasileiras, os equipamentos de leitura biométrica estão conectados às urnas eletrônicas. Quando o eleitor possui as digitais cadastradas, o reconhecimento pode ser realizado antes da liberação do equipamento para registrar o voto.
Esse mecanismo busca aumentar a segurança da votação, dificultando tentativas de identificação indevida e ajudando a localizar possíveis registros duplicados no cadastro eleitoral.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não existe proibição de votar apenas pela falta de biometria. Para participar do segundo turno, porém, o cidadão precisa estar com a inscrição eleitoral regular e apresentar um documento oficial com fotografia.
Entre os documentos aceitos estão a Carteira de Identidade Nacional, o RG, a CNH e o passaporte. O e-Título também pode ser utilizado, desde que apresente a fotografia do eleitor. Caso contrário, será necessário levar outro documento válido.
Quem não realizou o cadastramento biométrico terá sua identidade conferida pelos mesários. O procedimento poderá incluir a confirmação do ano de nascimento, permitindo que a urna seja liberada sem a leitura das impressões digitais.
A mesma alternativa está disponível para quem possui biometria registrada, mas enfrenta dificuldades no reconhecimento. Nessa situação, o equipamento permite até quatro tentativas antes da realização de verificações adicionais.
Como evitar problemas no dia da votação?
Antes de domingo, a recomendação é consultar a situação eleitoral e conferir o endereço da seção pelo site do TSE ou pelo aplicativo e-Título. Também é importante separar antecipadamente um documento oficial com foto.
O eleitor deve lembrar que a falta de biometria não provoca automaticamente o cancelamento do título. Entretanto, quem estiver com a inscrição cancelada ou suspensa não poderá votar, independentemente da documentação apresentada.
Assim, o cuidado fundamental é verificar a regularidade do cadastro e comparecer ao local correto, garantindo que a identificação seja realizada sem contratempos.





