Com a eleição presidencial entrando em sua etapa final, internautas voltaram a compartilhar uma fala antiga de Márcia Sensitiva sobre o resultado do segundo turno. Em entrevista concedida em 2025 ao Metrópoles, a vidente afirmou que não enxergava Lula derrotando Flávio Bolsonaro no confronto que definiria a eleição de 2026.
O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro, e caberá aos eleitores decidir entre o petista e o senador do PL. Na votação do primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio terminou na frente, somando 56.104.268 votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.876.617 votos (45,16%), uma diferença de pouco mais de 2,2 milhões.
O que Márcia Sensitiva previu sobre as eleições?
Marcia Fernandes, nome verdadeiro da vidente, concedeu entrevista ao em 2025 e fez suas previsões. Segundo ela, havia acertado a vitória de Lula nas eleições de 2022. Para a disputa presidencial seguinte, porém, sua avaliação mudou: ela disse não ver chances de vitória do petista.
Ela disse não ver chance de reeleição do atual presidente. Ressaltou não ter lado partidário, mas deixou claro que não via uma nova vitória do petista. Também sugeriu fazer o mapa astral de Lula para avaliar melhor o cenário.
Depois da vantagem obtida por Flávio na primeira votação, os levantamentos mais recentes indicam um quadro distinto. A pesquisa PoderData/Aya, divulgada na sexta-feira anterior à publicação, registrou empate técnico absoluto entre os dois concorrentes, com 50% dos votos válidos para cada um.
Para chegar a esse resultado, o instituto entrevistou 3.000 eleitores em 644 municípios espalhados pelas 27 unidades da Federação, entre os dias 13 e 15 de outubro. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, considerando 95% de confiança.
O que a divisão regional dos votos significa para a campanha
Os dados regionais mostram que a disputa não se distribui de forma uniforme pelo país. Lula lidera no Nordeste, com 61% dos votos válidos contra 34% de Flávio. No Sul, Flávio vence por 62% a 32% e também lidera no Sudeste e no Centro-Oeste.
Por isso, a campanha dos últimos dias precisa se concentrar em regiões específicas: Flávio pode consolidar a vantagem no Sul e no Sudeste, enquanto Lula precisa preservar o apoio no Nordeste e tentar recuperar terreno em outras áreas.
A diferença também aparece por faixa de renda, e entre eleitores que ganham até dois salários mínimos, Lula lidera com 50% contra 42% de Flávio. À medida que a renda sobe, Flávio cresce: na faixa de dois a cinco salários mínimos, chega a 57% contra 40% de Lula.
O cenário sugere estratégias diferentes: Lula precisa manter o apoio entre os mais pobres, enquanto Flávio já tem vantagem entre os eleitores de renda mais alta.





