A ashwagandha, erva asiática também conhecida como ginseng indiano, é comercializada como suplemento para aliviar o estresse e a ansiedade, apesar de a Anvisa proibir sua fabricação, venda, distribuição e uso no Brasil.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária classifica a planta como ingrediente não autorizado porque sua qualidade, eficácia e segurança não foram comprovadas segundo os critérios regulatórios brasileiros.
A proibição ganhou reforço recente depois que uma mulher britânica sofreu falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais após usar o suplemento.
Desde então, a Anvisa reafirma que a ashwagandha não integra a lista de ingredientes permitidos para formulações de suplementos alimentares no país, tornando qualquer produto que a contenha ilegal do ponto de vista regulatório.
O que promete e por que atrai consumidores

Vendedores da ashwagandha afirmam que a planta contém alcaloides, lactonas e saponinas capazes de aumentar o desejo sexual, melhorar a fertilidade, reduzir o estresse e combater a insônia. A propaganda menciona também propriedades anti-inflamatórias e calmantes que supostamente beneficiam o desempenho físico e mental.
Estudos citados por fabricantes indicam que a ashwagandha possui substâncias com ação adaptogênica. Capazes de regular a liberação de cortisol durante períodos de estresse, e que agem de forma semelhante ao neurotransmissor GABA no sistema nervoso central, potencialmente aumentando a sensação de relaxamento.
Apesar dessa atratividade, a falta de comprovação regulatória é o que justifica a proibição brasileira e torna seu uso uma prática de risco sanitário.
Por que a Anvisa mantém a proibição
Todo suplemento alimentar comercializado no Brasil deve conter apenas ingredientes previamente avaliados e aprovados pela Anvisa. Além disso, é ilegal vincular o uso desses produtos a alegações de cura, tratamento ou prevenção de doenças.
A Agência reconhece que suplementos alimentares são uma alternativa legítima para complementar a alimentação, especialmente úteis para pessoas que precisam melhorar a ingestão de nutrientes ou praticam atividades físicas intensas.

Contudo, produtos não autorizados como a ashwagandha carecem de avaliação adequada de seus riscos e benefícios, o que coloca a saúde de quem consome em risco sem garantia de benefício comprovado.
Recomendações para quem considera usar suplementos
A Anvisa recomenda que qualquer decisão sobre o uso de suplementos seja tomada junto a profissionais de saúde qualificados, que possam orientar sobre tipo, quantidade, momento e forma de ingestão corretos.
Consumir produtos proibidos no país contorna a regulação sanitária e expõe o organismo a riscos sem transparência sobre a composição real ou os possíveis efeitos adversos.





