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Aposentado pede aumento do INSS após anos exposto a riscos à saúde e Justiça toma decisão

Por Ana Anjos
29/10/2026
Aposentado pede aumento inss exposto

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Um aposentado de 76 anos, morador de Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina, conseguiu que a Justiça Federal reconhecesse que o tempo trabalhado em atividades especiais pode aumentar o valor de seu benefício do INSS.

A decisão trata de como calcular corretamente o benefício de quem trabalhou exposto a riscos à saúde ou à integridade física. O homem havia solicitado a conversão do tempo de atividade especial e sua soma ao tempo de contribuição comum, o que influencia o cálculo da aposentadoria.

Trabalhar sob condições prejudiciais, seja calor extremo, produtos químicos, ruído alto ou outras agressões ao corpo, gera direito a um acréscimo na contagem de tempo, desde que comprovado e dentro das regras legais.

Como funciona o fator previdenciário

Foto: Divulgação/Gov.br
Foto: Divulgação/Gov.br

O fator previdenciário é a fórmula que o INSS usa para definir quanto de benefício cada pessoa recebe. Nela entram idade, tempo de contribuição e outros dados do segurado.

Quando há tempo especial convertido, esse acréscimo aumenta o tempo total de contribuição. Com isso, o fator previdenciário pode ficar maior e, consequentemente, o benefício também, se a mudança for vantajosa para o aposentado.

No caso do homem de Caçador, a Turma Regional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais da 4ª Região reconheceu que esse cálculo estava correto: o tempo de atividade especial realmente merecia ser considerado.

A juíza federal Marina Vasques Duarte confirmou que a conversão aumenta o tempo total de contribuição e entra no cálculo do fator previdenciário quando for favorável ao segurado.

O que acontece agora

Perguntas e respostas
P
Quem conseguiu que a Justiça Federal reconhecesse a conversão de tempo de atividade especial para aumentar o benefício do INSS?
R
Um aposentado de 76 anos, morador de Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina.
P
O que a decisão da Justiça trata sobre o cálculo do benefício de quem trabalhou em atividades especiais?
R
Trata de como calcular corretamente o benefício de quem trabalhou exposto a riscos à saúde ou à integridade física, reconhecendo que o tempo de atividade especial pode aumentar o valor do benefício.
P
Como a conversão do tempo de atividade especial afeta o fator previdenciário?
R
A conversão aumenta o tempo total de contribuição e, quando for favorável ao segurado, entra no cálculo do fator previdenciário, podendo tornar o fator maior e, consequentemente, aumentar o benefício.
P
Qual foi a decisão da juíza federal Marina Vasques Duarte sobre a conversão do tempo especial?
R
Ela confirmou que a conversão aumenta o tempo total de contribuição e entra no cálculo do fator previdenciário quando for favorável ao segurado.
P
O aumento do benefício do aposentado de Caçador já foi confirmado e pago?
R
Não; a decisão determina a reavaliação do caso pela Turma Recursal de origem, o aumento ainda não foi confirmado nem depositado, e o processo segue em andamento para nova análise.

A decisão determina a reavaliação do caso pela Turma Recursal de origem, para adequar o julgamento ao entendimento da Justiça. O aumento ainda não foi confirmado nem depositado, e o processo segue em andamento e passará por nova análise com base nesse entendimento da Corte.

A vitória, porém, é importante porque reconhece que profissionais que passaram anos sob riscos à saúde têm direito a contar esse período com peso maior no cálculo de seus benefícios. A decisão considera o desgaste físico acumulado ao longo de uma carreira perigosa.

Como surgiu o direito à atividade especial na previdência

A possibilidade de contar o tempo de trabalho especial com acréscimo surgiu do reconhecimento de que certos profissionais sofrem mais desgaste físico que outros. O sistema de previdência social brasileiro reconhece que quem trabalha sob riscos — químicos, térmicos, biológicos ou de outra natureza — merece uma compensação.

Por isso, criou um mecanismo que permite contabilizar esse tempo de forma diferenciada. A lógica é que alguém que trabalhou 20 anos em uma fundição não saia com a mesma aposentadoria de quem trabalhou 20 anos em um escritório.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Ana Anjos

Ana Anjos

Jornalista paraibana, com coração pernambucano, fazendo o que ama e contando histórias que importam.

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