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O pior tipo de sangue: um estudo científico revelou qual grupo tem mais chances de sofrer infartos

Por Clyverton da Silva
20/10/2025
O pior tipo de sangue: um estudo científico revelou qual grupo tem mais chances de sofrer infartos

Imagem ilustrativa de Ahmad Ardity por Pixabay

Um estudo recente, apresentado no IV Congresso Mundial de Insuficiência Cardíaca Aguda da Sociedade Europeia de Cardiologia, revelou que tipos sanguíneos podem influenciar o risco de infarto. Analisando dados de mais de 1,3 milhão de indivíduos, concluiu-se que pessoas com sangue dos tipos A, B ou AB possuem um risco 9% maior de sofrer de eventos cardiovasculares em comparação àquelas com sangue tipo O.

A pesquisa, conduzida por cientistas que exploram as influências genéticas dos tipos sanguíneos, sugere que determinadas proteínas relacionadas à coagulação e inflamação são mais frequentes nos tipos A, B e AB. Esses elementos podem aumentar a propensão à formação de coágulos, elevando, assim, o risco de infartos.

Fatores sanguíneos 

Os tipos sanguíneos são caracterizados pela presença de antígenos específicos nas células sanguíneas. Nos tipos A, B e AB, observa-se uma concentração maior do Fator de von Willebrand e da Galectin-3, proteínas que desempenham um papel crucial na coagulação e inflamação.

Isso ajuda a explicar a predisposição desses grupos a problemas cardíacos.

Em contraste, o sangue tipo O apresenta proteção relativa contra certas condições cardiovasculares e neurodegenerativas. Estudos anteriores indicam que indivíduos desse grupo têm menores níveis de proteínas de coagulação, reduzindo o risco de tromboses e acidentes vasculares.

O pior tipo de sangue: um estudo científico revelou qual grupo tem mais chances de sofrer infartos
Foto de Trnava University na Unsplash

Medicina personalizada

Este estudo destaca a importância potencial do tipo sanguíneo na avaliação de riscos cardiovasculares, semelhante ao papel de fatores como colesterol e pressão arterial. A inclusão do tipo sanguíneo no diagnóstico pode personalizar tratamentos futuros e melhorar estratégias preventivas.

Entretanto, são necessários mais estudos para validar essas abordagens.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Clyverton da Silva

Clyverton da Silva

Jornalista e editor do TNH1 Variedades.

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