No domingo (19), a seleção argentina foi derrotada por 1 a 0 pela Espanha na final da Copa do Mundo de 2026 e viu o sonho de conquistar o tetracampeonato mundial ir por água abaixo. Agora, além de ser vice na competição, os hermanos receberam uma notícia sobre outra perda gigantesca. Trata-se de uma possível saída do técnico Lionel Scaloni do comando da equipe no final de 2026.
Em declaração dada na zona mista do MetLife Stadium, em Nova Jersey, após a partida contra os espanhóis, Scaloni afirmou que fica no cargo até dezembro deste ano. No entanto, após isso, ele tem o desejo de descansar. Dessa maneira, não deve preparar a seleção durante o próximo ciclo até o Mundial de 2030.
“Até dezembro eu vou continuar. E depois seguramente vou parar. Vou falar com o presidente, mas a ideia é relaxar e descansar um pouco”, afirmou o treinador argentino.
Um ciclo que transformou a seleção argentina
A possível saída de Scaloni representa o fim de um projeto iniciado em 2018, quando o treinador assumiu a seleção em um período de instabilidade. Naquele momento, a Argentina buscava reorganizar uma equipe que vinha acumulando eliminações e dificuldades para encontrar um padrão de jogo.
Sob o comando do técnico, a seleção passou por uma profunda transformação. O trabalho resultou na conquista da Copa América de 2021, da Finalíssima de 2022 e da Copa do Mundo daquele mesmo ano, encerrando um jejum de 36 anos sem títulos mundiais.
Além dos troféus, Scaloni também conseguiu criar uma estrutura baseada em equilíbrio coletivo, renovação do elenco e valorização de jogadores que passaram a dividir responsabilidades e potencializar ainda mais o talento de Lionel Messi.
Vice na Copa e futuro indefinido
A derrota para a Espanha na decisão do Mundial de 2026 aumentou a pressão sobre o futuro da comissão técnica. Apesar de a campanha ter levado a Argentina novamente a uma final de Copa, Scaloni demonstrou desgaste emocional após a partida e afirmou que precisa avaliar os próximos passos da carreira.
A declaração acontece em um momento de transição para a seleção. Além da possível saída do treinador, a Argentina também precisa planejar a continuidade de uma geração que teve Messi como principal referência durante os últimos anos. Dessa forma, a mudança não envolve apenas a escolha de um novo comandante, mas também a construção de uma nova fase esportiva.
Por que a saída de Scaloni seria uma grande perda
O impacto da saída estaria relacionado principalmente à estabilidade criada pelo treinador. Antes de Scaloni, a Argentina passou por diferentes técnicos em busca de uma identidade competitiva. Com ele, a equipe encontrou um modelo baseado em organização defensiva, intensidade e adaptação aos adversários.
Outro ponto importante foi a gestão do grupo. O treinador conseguiu integrar jogadores experientes e jovens atletas, mantendo o ambiente interno como uma das principais forças da seleção.
A Argentina terá desafio de reconstrução
Caso a saída seja confirmada, a AFA terá a missão de escolher um profissional que consiga dar continuidade ao trabalho realizado nos últimos anos. A seleção argentina não parte do zero, já que possui uma base competitiva formada, mas precisará adaptar sua estrutura a um novo ciclo.





