Atualmente no comando técnico do Lille, o treinador italiano Davide Ancelotti detalhou os fatores que motivaram o encerramento do seu trabalho frente ao Botafogo em uma entrevista recente concedida ao jornal francês L’Équipe.
O profissional revelou ter tomado a iniciativa de se desligar da equipe do Rio de Janeiro após vivenciar um cenário de isolamento na gestão do departamento de futebol. O contexto conturbado se intensificou durante o encerramento da temporada de 2025, impulsionado pelas controvérsias que cercavam o empresário John Textor.
A definição sobre a saída ocorreu na etapa final daquele ano, logo depois de o departamento de futebol informar que o preparador físico Luca Guerra seria desligado da comissão técnica. Ancelotti condicionou sua continuidade à permanência de todos os integrantes da sua equipe de trabalho, exigência que não foi aceita pelos diretores do time carioca.
Carga intensa de exigências
O treinador ressaltou que a passagem curta pela América do Sul trouxe uma carga intensa de exigências e incertezas institucionais. Diante da ausência de lideranças claras quanto aos caminhos e diretrizes para o período seguinte, o próprio treinador solicitou o desligamento do cargo.
Apesar dos desafios gerados por saídas de atletas, lesões e expectativas elevadas que divergiam da realidade do momento, Ancelotti avaliou os resultados obtidos no campo de forma positiva e manifestou gratidão a Textor pela oportunidade concedida.
Esta foi a primeira experiência do profissional atuando na função de treinador principal na carreira. Durante o período em que esteve à frente da equipe alvinegra, Ancelotti acumulou um retrospecto final composto por 14 vitórias, 11 empates e 7 derrotas nas 32 partidas disputadas.





