Uma das marcas de azeite mais queridas entre os brasileiros teve a sua venda suspensa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Trata-se da San Oliveto, que está proibida de comercializar seus azeites de oliva extra virgem no Brasil. Além disso, os itens da empresa foram apreendidos. Também estão proibidas a fabricação, a importação, a distribuição e a propaganda dos produtos.
Por que a Anvisa proibiu a comercialização
Segundo a Anvisa, a marca apresentou problemas relacionados ao cumprimento das exigências sanitárias. Entre as irregularidades identificadas estão a falta de licenciamento adequado e inconsistências envolvendo a empresa responsável pelo produto.
De acordo com a resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU), na terça-feira (21), a Comercial Alimentícia e Cerealista Vale do Carioca Ltda, empresa que está identificada no rótulo do produto, consta com o CNPJ inapto desde 23 de junho de 2026. Outro ponto é que seu endereço é desconhecido. Outro ponto notado pela fiscalização é que o azeite possui origem desconhecida.
Além disso, análises realizadas pelas autoridades apontaram que o azeite apresentava composição incompatível com a informada no rótulo. Os testes detectaram a presença de outros óleos vegetais, o que caracteriza adulteração e impede que o produto seja comercializado como azeite de oliva. Esse tipo de irregularidade compromete não apenas a qualidade do alimento, mas também a segurança do consumidor, já que não há garantia sobre a procedência dos ingredientes utilizados na fabricação.
Casos têm se tornado mais frequentes
O episódio não é isolado. Nos últimos meses, diversas marcas de azeite foram retiradas do mercado após operações de fiscalização identificarem problemas semelhantes.
As principais irregularidades envolvem a mistura de outros óleos vegetais ao azeite de oliva, ausência de comprovação da origem do produto e empresas sem autorização sanitária para atuar no setor. Esse cenário levou as autoridades a intensificarem as inspeções em diferentes regiões do país.
O que o consumidor deve fazer
Caso o consumidor identifique uma marca proibida à venda, a orientação é não adquirir o produto e comunicar o estabelecimento ou os órgãos de fiscalização.
Para quem já comprou um azeite posteriormente interditado, a recomendação é interromper o consumo e buscar informações junto ao local da compra sobre a possibilidade de troca ou reembolso. Além disso, especialistas orientam que o consumidor desconfie de preços muito abaixo da média do mercado, já que esse costuma ser um dos principais indícios de adulteração em produtos desse segmento.





