A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, sinalizou que o preço da gasolina nas refinarias nacionais deve registrar recuos em breve, seguindo a trajetória de deflação já aplicada a outros derivados de petróleo. A executiva explicou que todos os combustíveis da estatal acompanham a tendência do mercado internacional e que o mesmo princípio se aplica à gasolina.
A tendência de baixa decorre diretamente da descompressão dos preços da matéria-prima no cenário financeiro global, que perdeu força após um período de forte valorização.
O movimento de retração tarifária foi inaugurado com o anúncio de um corte de R$ 0,35 por litro no óleo diesel, seguido por uma redução de 14,5% no valor do querosene de aviação.
Estabilização geopolítica no Oriente Médio
Segundo a Petrobras, o alívio nos custos reflete a estabilização geopolítica no Oriente Médio. O restabelecimento do tráfego de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz fez com que o barril de petróleo do tipo Brent recuasse dos picos de US$ 110 para a faixa dos US$ 70, patamar semelhante ao período anterior aos confrontos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Magda Chambriard ressaltou que a governança da petrolífera monitora o cenário global diariamente, mas busca amortecer as oscilações para não trazer volatilidade e ansiedade ao mercado brasileiro. Ela lembrou que a gasolina demorou para subir e que a estratégia atual evita os erros de 2018, quando a aflição de alterar os preços diariamente fez a empresa perder participação de mercado.
A presidente reforçou que a análise é feita com calma e profissionalismo, visando atender à sociedade com produtos acessíveis, sem abrir mão de garantir o mercado da estatal.
Em maio de 2026, um reajuste nominal de R$ 0,48 na gasolina foi atenuado por uma subvenção federal de R$ 0,44, gerando impacto real de R$ 0,04 para as distribuidoras.





