O transporte de carregadores portáteis, como power banks, tem sido alvo de novas restrições em voos internacionais após uma série de incidentes envolvendo superaquecimento e incêndios a bordo. Em alguns casos, companhias aéreas e autoridades passaram a limitar não apenas o uso, mas também a forma de armazenamento desses dispositivos durante as viagens.
A preocupação ganhou força após episódios recentes, incluindo um incêndio em uma aeronave ainda em solo, associado a uma bateria de lítio. Esses dispositivos, comuns no dia a dia de passageiros, utilizam materiais inflamáveis e podem apresentar falhas por desgaste, defeitos de fabricação ou uso inadequado.
Novas regras aumentam restrições a power banks em aviões
Diante desse cenário, países da Ásia adotaram medidas mais rígidas. Na Coreia do Sul, por exemplo, power banks e cigarros eletrônicos não podem mais ser armazenados nos compartimentos superiores das aeronaves. O uso desses equipamentos para recarga durante o voo também foi proibido. Outras companhias aéreas da região passaram a adotar regras semelhantes, restringindo o uso e exigindo cuidados adicionais no transporte.
Em geral, os passageiros ainda podem levar carregadores portáteis na bagagem de mão, mas devem mantê-los protegidos contra contato com outros objetos metálicos, o que pode provocar curto-circuito. A recomendação inclui armazenar os dispositivos em embalagens específicas ou sacos plásticos isolados.
As baterias de lítio-íon, presentes nesses aparelhos, são amplamente utilizadas por sua alta capacidade de armazenamento de energia. No entanto, podem sofrer um fenômeno chamado “ruptura térmica”, que aumenta o risco de incêndio em ambientes fechados, como a cabine de um avião.
No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) permite o transporte de power banks apenas na bagagem de mão, com limites de capacidade e exigência de proteção contra curto-circuito. O uso durante o voo, porém, pode variar conforme a política de cada companhia aérea.





