Luciano Hang, dono da Havan e uma das maiores fortunas do Brasil, estimada em R$ 11,9 bilhões pela Forbes, defende que o dinheiro não transforma ninguém. Mas revela quem a pessoa sempre foi.
Em entrevista ao programa “Primo Pobre”, no YouTube, Hang diz que ostentação e simplicidade são conceitos distintos e que sua vida reflete essa separação.
Para ele, humildade é uma questão interna, enquanto simplicidade aparece nas escolhas externas, e essa distinção orienta suas escolhas de consumo.
No dia a dia, o bilionário opta por marcas populares, em contraste com a ideia de que riqueza exige luxo visível.
Com fortuna de R$ 11,9 bilhões, Luciano Hang diz que prefere gastar com itens populares
Durante a semana, Hang usa peças comuns e escolhe calçados de marcas como a Moleca, cujos modelos custam entre R$ 59,90 e cerca de R$ 250.
As sandálias Ipanema também fazem parte do guarda-roupa e custam entre R$ 35 e R$ 50, conforme o modelo.
Em relação aos relógios, Hang usa um Bulova de aproximadamente 250 dólares, valor associado a cerca de R$ 1,3 mil.
Ele diz que escolheu o modelo pelo design, não pelo preço, e rebate a ideia de que um Rolex seja sinônimo de status.
Hang afirma nunca ter comprado um e que o relógio mais caro que adquiriu custou 2 mil dólares.
Nos fins de semana, Hang veste roupas da própria Havan, como camisetas e calças jeans, e pede produtos da marca para presentear.
Segundo ele, usar itens da empresa faz bem às pessoas. A escolha combina filosofia pessoal e promoção do próprio negócio.
Assim, mesmo ao optar por marcas populares, quem dispõe de R$ 11,9 bilhões pode escolher itens que a maioria dos brasileiros sequer considera luxo.
Hang separa suas posses entre ferramentas de trabalho e itens de consumo pessoal.
Para ele, aviões e helicópteros não representam ostentação, mas instrumentos essenciais à rotina profissional.
Como afirmou ter medo de voar, considera uma aeronave bem equipada uma necessidade prática, não um luxo desnecessário.
No transporte terrestre, o empresário cita um Fiat amarelo, um Tiguan comprado de segunda mão e um Chrysler 300C adquirido em 2006. Antes, andava de Gol.
Hang não critica quem prefere carros de luxo, como BMW ou Mercedes. Ele argumenta, porém, que comprar esses itens para ostentar é um erro de prioridade: a escolha deve ser funcional, não performática.
Hang resume sua visão sobre o dinheiro: ele revela o caráter, não transforma valores.
Nesse raciocínio, a escolha por marcas populares refletiria uma personalidade que, segundo ele, nunca buscou ostentação, mesmo antes de enriquecer.





