O Brasil soma 255 bilionários em 2026, mas a riqueza está longe de se distribuir de forma equilibrada pelo mapa: enquanto São Paulo sozinho reúne 95 nomes, estados inteiros do Norte, além de Piauí, Sergipe, Mato Grosso e o Distrito Federal, não colocaram um único bilionário na lista da Forbes.
O levantamento considera o estado de nascimento de cada bilionário, e não onde vive ou onde fica sua empresa, com valores calculados a partir do fechamento das ações em bolsa em 30 de junho de 2026.
Sudeste tem quatro fortunas bilionárias diferentes por estado
Em São Paulo, o nome à frente é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, radicado em Singapura desde 2012, com patrimônio de R$ 162,9 bilhões, também a maior fortuna do país. No Rio de Janeiro, a liderança pertence a Jorge Paulo Lemann, 86 anos, sócio da AB InBev e da 3G Capital, com R$ 103,5 bilhões, terceiro colocado no ranking nacional.
Em Minas Gerais, quem lidera é Luana Lopes Lara, de apenas 30 anos, cofundadora da plataforma de apostas americana Kalshi, com R$ 13,4 bilhões. Já no Espírito Santo, a família Chieppe, do Grupo Águia Branca e acionista da companhia aérea Azul, soma R$ 1,3 bilhão com Nilton Carlos Chieppe à frente.

Fertilizante, cosmético e resina lideram o Sul
No Paraná, o mais rico é Alceu Elias Feldmann, fundador da fabricante de fertilizantes Fertipar, com R$ 19,2 bilhões. No Rio Grande do Sul, a posição é de Lírio Albino Parisotto, fundador da Videolar/Innova, com R$ 14,2 bilhões.
Em Santa Catarina, apesar dos 38 bilionários ligados majoritariamente à WEG, o nome à frente do estado na lista é Artur Noemio Grynbaum, vice-presidente do conselho do Grupo O Boticário, com R$ 8,7 bilhões.

Ceará lidera Nordeste com engenheiro do setor eólico
O cearense Mário Araripe, fundador da empresa de energia eólica Casa dos Ventos, soma R$ 20,3 bilhões, valor que o torna também o bilionário mais rico de toda a região Nordeste.
Completam a lista regional: José Janguiê Bezerra Diniz, da Ser Educacional, na Paraíba (R$ 3,8 bilhões); Flávio Gurgel Rocha, herdeiro da rede Riachuelo, em Pernambuco (R$ 3,7 bilhões); Ilson Mateus Rodrigues, ex-garimpeiro e fundador do Grupo Mateus, no Maranhão (R$ 3,5 bilhões).
Carlos Nascimento Pedreira Filho, da terceirizada GPS e ex-executivo da Odebrecht, na Bahia (R$ 1,4 bilhão); a família Lima, do Grupo 3corações, no Rio Grande do Norte (R$ 1,1 bilhão); e os irmãos Wanderley, da Usina Coruripe, em Alagoas (R$ 1 bilhão).
Centro-Oeste tem dois nomes ligados a frigoríficos e atacarejo
Em Goiás, quem lidera é Joesley Batista, controlador da JBS ao lado do irmão Wesley, com R$ 21,9 bilhões, negócio iniciado pelo pai da dupla num açougue em Anápolis. Em Mato Grosso do Sul, a liderança é de Luiz Humberto Pereira, presidente do Grupo Pereira, dono das redes Fort Atacadista e Comper, com R$ 3 bilhões.





