Os Estados Unidos autorizaram uma possível venda de armamentos militares ao Brasil em um negócio que pode movimentar até US$ 330 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,6 bilhão. A operação envolve a aquisição de 100 mísseis antiaéreos FIM-92K Stinger Block I, um dos sistemas portáteis de defesa aérea mais conhecidos do mundo.
A autorização foi anunciada pelo Departamento de Estado norte-americano e representa mais um passo no fortalecimento da cooperação militar entre os dois países. Apesar do sinal verde dado por Washington, a compra ainda não está concluída e depende de negociações contratuais, definições técnicas e da conclusão dos procedimentos administrativos previstos para esse tipo de operação.
Os mísseis Stinger são utilizados para neutralizar aeronaves e outras ameaças aéreas de baixa altitude. Guiados por sensores infravermelhos, eles podem ser operados por equipes em solo e são amplamente empregados por forças militares em diferentes regiões do mundo.
O que está incluído no acordo bilionário
Além dos 100 mísseis, o pacote aprovado pelos Estados Unidos prevê a possibilidade de fornecimento de equipamentos auxiliares, suporte logístico, integração de sistemas, treinamento técnico e assistência de engenharia para operação e manutenção dos armamentos.
Segundo o governo norte-americano, a eventual venda contribuiria para ampliar a capacidade brasileira de proteger seu espaço aéreo e reforçar ações de combate a atividades ilícitas nas fronteiras. Em nota, as autoridades dos EUA afirmaram que o acordo permitiria ao Brasil assumir maior responsabilidade em operações de segurança regional.
A negociação faz parte do programa Foreign Military Sales (FMS), mecanismo utilizado pelo governo americano para comercializar equipamentos militares diretamente com governos estrangeiros. Nesse modelo, as operações passam por análise do Departamento de Estado, comunicação ao Congresso dos EUA e acompanhamento da Agência de Cooperação em Segurança e Defesa.
Caso seja concluída, a aquisição representará um dos mais relevantes acordos recentes de defesa entre Brasil e Estados Unidos.





