O mês de junho abre a contagem regressiva para o fim do outono, já que o inverno de 2026 começará oficialmente no dia 21. Contudo, vale destacar que o declínio das temperaturas não será o único reflexo da nova estação no cotidiano dos brasileiros.
Afinal, de acordo com a empresa Climatempo, o período de escuridão das noites e madrugadas pode durar mais tempo. Com isso, o período de luz solar ao longo dos dias será reduzido, o que deve prolongar o clima frio.
Isso ocorre pois, como o Hemisfério Sul estará inclinado para longe do Sol durante a estação, a área receberá menos iluminação direta, pois o astro passará a nascer mais tarde e se pôr mais cedo no período.
Esse fenômeno cria um cenário extremamente favorável para que massas de ar polar se mantenham sobre o território, tendo em vista que o calor que mitigaria seus efeitos não será tão intenso.
Conforme divulgado pelo portal Diário do Litoral, esses impactos devem ser sentidos logo no início da estação, tendo em vista que a madrugada de 20 para 21 de junho está prevista para ser a mais longa do ano, se estendendo por mais de 3 horas em muitas regiões.
El Niño: influência de fenômeno no inverno deve ser modesta
Segundo informações divulgadas por entidades como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o fenômeno conhecido como El Niño promete bagunçar o clima do inverno.
Isso porque, de acordo com as previsões, ele pode aquecer o ar e, com isso, contribuir para a dissipação de massas polares, garantindo dias quentes mesmo durante o inverno. No entanto, é importante destacar que essa transição nos termômetros ocorrerá de forma gradual.
Estima-se que impactos mais significativos serão sentidos apenas na reta final da estação, uma vez que o El Niño ainda estará em fase de desenvolvimento durante os primeiros meses de inverno.





