A elevação expressiva do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais, decorrente do conflito envolvendo o Irã, combinada ao início da temporada de colheita da cana-de-açúcar no território brasileiro, alterou a relação de vantagem entre os combustíveis comercializados nos postos do país.
Dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) referentes à última semana indicam que o litro da gasolina comum atingiu a média nacional de R$ 6,78, enquanto o etanol hidratado foi encontrado, em média, a R$ 4,70.
Com esses valores, o combustível renovável passou a representar 69% do preço da gasolina, patamar considerado tecnicamente favorável à opção pelo álcool.
Quando o etanol compensa mais
Especialistas do setor de mobilidade adotam como parâmetro a seguinte diretriz: o etanol torna-se mais econômico quando seu valor equivale a, no máximo, 70% do preço da gasolina, tendo em vista o menor rendimento energético do biocombustível por litro.
Essa proporção, no entanto, não deve ser aplicada de maneira absoluta a todas as regiões, uma vez que a média nacional é fortemente influenciada pelos preços praticados em São Paulo, maior mercado do país.
Conforme levantamento da ANP em 26 unidades da federação — o Amapá não registra pontos de venda de etanol na amostra da agência —, apenas três estados apresentam, em média, vantagem para o abastecimento com o derivado da cana: São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Nos demais, incluindo Acre, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre outros, a gasolina segue como opção mais econômica segundo os preços médios atuais.
Para avaliar a melhor escolha por veículo, especialistas recomendam o cálculo do desempenho individual de cada automóvel, uma vez que a diferença de eficiência entre os combustíveis pode variar conforme o modelo e o estado de conservação do motor.





