A Havan está ampliando sua presença em uma região estratégica de Santa Catarina com um investimento de R$ 100 milhões. A nova megaloja será construída em São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste do Estado, às margens da BR-282, e foi planejada para receber não apenas moradores da cidade, mas também consumidores de municípios próximos e argentinos que atravessam a fronteira para fazer compras.
A localização é um dos principais fatores por trás do projeto. São Miguel do Oeste fica a cerca de 90 quilômetros da fronteira com a Argentina, enquanto a BR-282 funciona como uma das principais vias de circulação do Extremo-Oeste catarinense. Dessa forma, a empresa pretende transformar a unidade em um ponto de atração regional, aproveitando o fluxo de pessoas que já circula pela área.
Megaloja terá estrutura de grande porte
O projeto prevê uma unidade com pelo menos 15 mil metros quadrados, com possibilidade de chegar a 20 mil ou até 30 mil metros quadrados. A estrutura deverá seguir o padrão adotado pela Havan em suas grandes lojas, incluindo a tradicional réplica da Estátua da Liberdade.
A proposta também prevê praça de alimentação e estacionamento amplo. Isso é relevante para uma loja que pretende receber consumidores que chegam de outras cidades ou até de outro país, já que a experiência de compra deixa de depender apenas da proximidade da residência.
O modelo transforma a megaloja em um destino de consumo. Em vez de funcionar somente como uma unidade de varejo voltada para compras rápidas, a estrutura busca fazer com que o cliente permaneça mais tempo no local e encontre diferentes serviços e categorias de produtos no mesmo espaço.
Investimento também deve gerar empregos
Além da expansão comercial, a chegada da Havan deve produzir efeitos sobre o mercado de trabalho local. A expectativa divulgada pela empresa é de aproximadamente 200 empregos diretos na nova operação.
O impacto, porém, não fica necessariamente restrito aos funcionários contratados pela loja. Um empreendimento desse porte também pode movimentar serviços ligados à alimentação, transporte, manutenção, fornecedores e outros setores que passam a atender a demanda gerada pelo aumento do fluxo de consumidores.
Esse efeito é especialmente relevante para uma cidade de porte menor, porque um investimento privado de grande escala pode alterar a dinâmica comercial de uma área específica e aumentar a circulação de pessoas e recursos.
Quando a megaloja deve ficar pronta
A previsão inicialmente divulgada pela empresa apontava para a inauguração ainda em 2026. Em junho, Luciano Hang afirmou que a expectativa era abrir a unidade em 5 de dezembro deste ano. Porém, com o andamento acelerado das obras, o empresário já alterou a previsão para 24 de outubro.





