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Idosos terão que escolher entre 2 modalidades para se aposentar em 2026

Por Matheus Chaves
23/05/2026
Aposentado

Imagem: Prostooleh/Freepik

Aposentadoria por idade ou via regra de pontos? Qual utilizar? Essas são as duas modalidades que quem deseja se aposentar em 2026 precisa conhecer para fazer a escolha ideal durante o processo de solicitação do benefício. Isso porque essa definição pode alterar o valor da aposentadoria e o tempo necessário para conseguir a aprovação.

A escolha entre elas pode alterar diretamente o tempo restante de trabalho, a data do pedido, o valor final do benefício e o planejamento previdenciário do segurado. Vale destacar que desde a Reforma da Previdência, em 2019, os critérios de transição passam por reajustes anuais justamente para aproximar gradualmente os segurados das regras definitivas estabelecidas pelo novo sistema previdenciário.

Na prática, trabalhadores que estavam próximos de se aposentar precisam recalcular estratégias. Dependendo do histórico profissional e do tempo já contribuído ao INSS, uma modalidade pode se tornar mais vantajosa do que a outra.

Regra de pontos sobe novamente em 2026

Uma das principais mudanças ocorre na aposentadoria por pontos, mecanismo criado para segurados que acumularam longos períodos de contribuição ao longo da vida profissional.

Nesse modelo, o INSS soma a idade do trabalhador e o tempo total de contribuição. Em 2026, a pontuação mínima exigida passa a ser de 93 pontos para mulheres, com pelo menos 30 anos de contribuição. Já para os homens são 103 pontos, com mínimo de 35 anos contribuídos.

O funcionamento dessa regra segue uma lógica progressiva. A cada novo ano, o sistema adiciona um ponto extra na exigência mínima até alcançar o limite final definido pela reforma previdenciária.

Na prática, isso significa que segurados que deixarem para solicitar o benefício mais tarde podem precisar trabalhar por mais tempo para atingir a pontuação necessária.

Aposentadoria por idade pode beneficiar outros perfis

Enquanto a regra de pontos favorece trabalhadores com trajetória contributiva contínua, a aposentadoria por idade mínima progressiva costuma atender melhor segurados que começaram a contribuir mais tarde ou tiveram interrupções ao longo da carreira.

Isso acontece porque o sistema considera principalmente idade mínima e tempo básico de contribuição. Em 2026, os requisitos passam a ser mulheres: 59 anos e 6 meses de idade. Já os homens devem ter 64 anos e 6 meses. Os períodos mínimos de contribuição permanecem em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.

Outro ponto importante envolve os novos limites financeiros da Previdência Social. Em 2026, o piso dos benefícios acompanha o reajuste do salário mínimo nacional e sobe para R$ 1.621. Já o teto previdenciário passa a ser de R$ 8.475,55.

Apesar disso, alcançar o valor máximo pago pelo INSS continua sendo um desafio para grande parte dos segurados. Isso porque o cálculo previdenciário considera a média de todas as contribuições realizadas desde julho de 1994.

Direito adquirido protege parte dos trabalhadores

Nem todos os segurados serão afetados pelas novas exigências de 2026. Trabalhadores que conseguiram cumprir os critérios antigos até 31 de dezembro de 2025 continuam protegidos pelo chamado direito adquirido.

Isso significa que mulheres que atingiram 92 pontos e homens que alcançaram 102 pontos ainda podem se aposentar pelas regras anteriores, mesmo que o pedido oficial ainda não tenha sido protocolado no INSS.

O funcionamento desse mecanismo segue um princípio constitucional: o trabalhador mantém o direito às condições válidas no momento em que completou todos os requisitos necessários para aposentadoria.

Dessa forma, mesmo que a solicitação seja feita apenas em 2026, o cálculo continuará considerando as regras anteriores caso o direito tenha sido consolidado antes da virada do a

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Matheus Chaves

Matheus Chaves

Jornalista e produtor de conteúdo com mais de nove anos de experiência em comunicação digital, produção editorial e jornalismo online.

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