Sharran Srivatsaa desembarcou nos Estados Unidos em 1997 como calouro universitário e, para pagar as contas, aceitou um emprego como faxineiro. A cada dia, ouvia a mesma coisa: que seu sotaque indiano “tão grosso” jamais lhe daria acesso a um emprego “de verdade”.
Trinta anos depois, o homem que passava o pano no chão em banheiros alheios é o CEO da Acquisition.com, a firma de investimentos fundada por Alex Hormozi e Leila Hormozi, que hoje apoia 35 empresas com valor de mercado estimado em US$ 4 bilhões.
Dos estudos com um Walkman ao mercado imobiliário
Sem recursos para contratar um coach de oratória, Srivatsaa recorreu à biblioteca pública. Levou fitas cassete do motivacional Tony Robbins e as ouvia toda noite em um Sony Walkman enquanto limpava pisos. “Eu tentava encontrar uma fita sobre como se livrar de um sotaque indiano, mas não existia”, contou.
Em 2007, após 39 entrevistas individuais, tornou-se o único aluno da turma de MBA a ser contratado pelo Goldman Sachs. Trabalhou no banco e depois no Credit Suisse até 2011, quando hipotecou a própria casa para assumir a presidência da Teles Properties, em Beverly Hills.
Em cinco anos, escalou as vendas da empresa de US$ 300 milhões para US$ 3,4 bilhões, um salto de dez vezes. A Teles foi vendida ao grupo Douglas Elliman. Já em 2022, tornou-se presidente da The Real Brokerage, a corretora de imóveis de capitalização pública de maior crescimento no mundo, com valoração de cerca de US$ 1,2 bilhão.
A fama só veio após contar a história
A trajetória ganhou projeção global quando Alex Hormozi contou a história no podcast de Tony Robbins: “Era o cara indiano que veio para os EUA, trabalhava como faxineiro, tinha um sotaque tão grosso que diziam que ele nunca conseguiria um emprego.”
Srivatsaa confirmou publicamente nas redes sociais: “Sou o cara indiano sobre quem Alex Hormozi e Tony Robbins estão falando.”
No entanto, apesar de comandar empresas bilionárias, o executivo diz que, apesar do patrimônio das empresas em que ele trabalha ser alto, ele reforça que não é bilionário: “Não sou um bilionário (ainda), então se esse é um requisito para quem você aprende, eu não me qualifico”, declarou.





