O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai passar a exigir identificação biométrica — ou seja, digital — para liberar novos benefícios como aposentadoria e BPC.
A mudança faz parte da digitalização dos serviços públicos e tem como objetivo aumentar a segurança e evitar fraudes. Na prática, o tema ganhou força com buscas como “INSS vai pedir digital” e “precisa de digital no INSS”, que refletem a dúvida de milhões de brasileiros.
Apesar do alarde, é importante entender: a exigência não vale para quem já recebe benefício. A regra se aplica apenas a novos pedidos feitos a partir de 21 de novembro de 2025.
Quem vai precisar da digital no INSS?
A obrigatoriedade da biometria atinge quem for solicitar:
- Aposentadoria (por idade ou tempo de contribuição);
- Benefício de Prestação Continuada (BPC);
- Pensão por morte;
- Auxílio-reclusão.
Ou seja, se você já é aposentado ou recebe algum benefício, não precisa trocar o documento agora e continuará recebendo normalmente.
Para quem vai dar entrada no pedido, o processo será simples: o sistema do INSS vai buscar automaticamente a biometria já cadastrada em bases oficiais, como a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), CNH ou título de eleitor. Caso o cidadão não tenha biometria registrada, será necessário emitir a nova identidade com digital.
A exigência será implementada de forma gradual. A partir de maio de 2026, quem não tiver biometria em nenhum documento aceito precisará emitir a nova CIN. Já em 2028, ela será o único documento válido.
O governo também prevê exceções para evitar exclusão: idosos acima de 80 anos, pessoas com dificuldade de locomoção e moradores de áreas remotas poderão ser dispensados.
A medida busca tornar o sistema mais seguro e ágil, garantindo que os benefícios cheguem a quem realmente tem direito — sem impactar quem já está na folha de pagamento.





