Uma imagem da Lua em tons vibrantes de verde, rosa e azul viralizou nas redes sociais nesta semana e deixou muita gente intrigada. O registro passou a circular com a informação de que teria sido capturado pela missão Artemis II, da NASA. Mas a história não é bem assim.
Na realidade, a imagem não foi divulgada pela NASA. O registro é do fotógrafo ucraniano Ibatullin Ildar, feito em agosto de 2025. Segundo o próprio autor, as cores foram intensificadas digitalmente com o objetivo de destacar a composição mineral da superfície lunar.
A Lua é colorida? Entenda o que está por trás da imagem
A olho nu, a Lua continua sendo cinza — tanto vista da Terra quanto por astronautas no espaço. A ausência de atmosfera no satélite impede variações visíveis de cor. Fenômenos como a chamada “Lua de Sangue”, por exemplo, são efeitos causados pela atmosfera terrestre, não pela Lua em si.
As imagens coloridas, no entanto, têm base científica. Ao aumentar a saturação, é possível evidenciar elementos químicos presentes no solo lunar. Tons azulados indicam regiões ricas em titânio, enquanto áreas avermelhadas ou alaranjadas revelam maior presença de ferro. Já superfícies mais claras costumam ser mais jovens, formadas por impactos recentes.
Esse tipo de técnica já foi utilizado pela própria NASA desde a década de 1990 para mapear o satélite. Apesar disso, as cores exibidas são artificiais e não seriam vistas naturalmente.
A viralização recente, portanto, mistura ciência com interpretação equivocada. As cores revelam dados reais sobre a Lua, mas não representam sua aparência verdadeira — que, ao menos por enquanto, segue sendo o clássico tom acinzentado que vemos no céu.





