O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil desmentiu, no último dia 22, rumores sobre uma nova tarifa imposta pela China nas importações de carne bovina brasileira. Com uma cota anual de 1,106 milhão de toneladas, o Brasil enfrenta uma tarifa de 55% além desse limite. Essa porcentagem acaba por se tornar um maior custo para exportação. Essa tarifa extra visa gerenciar o fluxo de importações e não se aplica exclusivamente ao Brasil, mas a todas as nações exportadoras.
A cota atual destinada ao Brasil, estabelecida em 2026, confirma que 80% dela já foi utilizada. Frigoríficos brasileiros estão revisando operações para evitar a aplicação de tarifas adicionais e minimizar custos.
Essas ações visam assegurar a continuidade das exportações para a China, que é o principal comprador da carne bovina brasileira, representando mais de 60% das exportações.
Ajustes necessários para evitar tarifas
O setor pecuário brasileiro trabalha para adaptar suas operações e manter-se dentro da cota anual. A implementação de uma tarifa adicional de 55%, caso o limite seja ultrapassado, pode inviabilizar o comércio extra.
A Associação Brasileira das Indústrias Frigoríficas de Carnes destacou que essas medidas de salvaguarda são revisadas periodicamente e podem se manter até 2028.
As estratégias do setor incluem adaptar operações à cota, evitando custos adicionais e impactos negativos no comércio com a China. Alterações nas tarifas afetariam significativamente a economia, dado o papel central da China como mercado consumidor da carne brasileira.
Perspectivas futuras
Com o mercado em equilíbrio até o momento, a estrutura tarifária continua a mesma: 12% dentro da cota e 55% sobre o excedente. O Ministério da Agricultura reafirma que não há novas taxações.
A expectativa, agora, é otimizar exportações conforme as regras vigentes. As salvaguardas continuam até 2028, garantindo uma relação comercial sustentável entre Brasil e China.





