A negociação que colocou o nome de Neymar na mira da mansão mais cara já anunciada no mercado imobiliário brasileiro terminou sem acordo. O atacante e sua família chegaram a demonstrar interesse no imóvel de 11 mil m² no bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, mas o negócio não se concretizou.
O imóvel, construído em 1986 em estilo inglês, pertencia à família Amaral, fundadora da rede de supermercados Disco. Ficou no mercado por cerca de seis anos, com preço de tabela de R$ 220 milhões (cerca de US$ 40 milhões), antes de ser adquirido pela construtora Mozak, em 2024, após longa negociação. O valor efetivamente pago não foi divulgado.
Entre as curiosidades que a mansão guardava, a mais notável foi revelada em junho: uma escultura rara do artista romeno Constantin Brâncuși, encontrada em um cômodo trancado, foi levada a leilão com lance inicial de R$ 400 mil.
A peça se somou a uma lista de esquadrias de janelas e outros elementos históricos que foram comercializados antes da demolição.
O nome de Neymar apareceu com força na cobertura do caso em 2026, quando o atacante e sua família demonstraram interesse na propriedade. A negociação, no entanto, nunca se concretizou. O imóvel, tratado pela imprensa como “caro demais até para Neymar”, seguiu no mercado por mais tempo.
A família Amaral e a Mozak negociaram durante seis anos antes de fechar o negócio em meados de 2024. O valor efetivamente pago não foi divulgado publicamente e, segundo fontes, pode ter ficado abaixo dos R$ 220 milhões anunciados.
Demolição já começou
A demolição da mansão teve início no dia 3 de setembro e deve durar cerca de três meses. Elementos reaproveitáveis, como esquadrias, já foram desmontados e colocados a leilão.
No lugar da residência, a Mozak vai erguer a Estância Pernambuco, um condomínio de baixo impacto com dez residências de alto padrão, dentro do condomínio fechado Jardim Pernambuco.
Confira os números do novo empreendimento:
| Item | Valor |
| Unidades | 10 residências |
| VGV estimado | ~R$ 360 milhões |
| Preço inicial dos lotes | ~R$ 23 milhões |
| Preço máximo reportado | até R$ 42 milhões |
| até R$ 42 milhões | 7 de 10 |
O projeto original previa oito unidades, mas foi ampliado para dez. Até a data de início da demolição, sete já haviam sido vendidas ou estavam em fase final de negociação.
Com o novo empreendimento, o VGV estimado de R$ 360 milhões supera em R$ 140 milhões o preço de tabela da antiga mansão. Segundo analistas, essa valorização reflete a alta demanda por imóveis de luxo no Leblon, um dos bairros mais exclusivos do Rio de Janeiro.





