A implantação do sistema de pedágio eletrônico no modelo free flow tem provocado mudanças na rotina de motoristas e levantado discussões sobre seus efeitos práticos. Em São Roque, no interior de São Paulo, moradores relatam aumento significativo nos gastos mensais com deslocamentos após a instalação de um pórtico de cobrança no km 48,9 da Rodovia Raposo Tavares.
O modelo dispensa praças físicas e realiza a cobrança de forma automática, por meio da leitura das placas dos veículos. A proposta é tornar o trânsito mais fluido e reduzir paradas nas rodovias. No entanto, em trechos urbanos ou próximos a áreas residenciais, a ausência de rotas alternativas tem sido apontada como um dos principais desafios para parte dos usuários.
Sistema automático de cobrança vira dor de cabeça e eleva custo de vida
Na região entre os quilômetros 46 e 50, há casos de motoristas que passam diversas vezes ao dia pelo ponto de cobrança, o que pode resultar em despesas mensais elevadas, variando conforme a frequência de uso. Relatos indicam valores que ultrapassam R$ 1 mil e, em situações específicas, podem chegar a cerca de R$ 2 mil.
Recentemente, houve reajuste nas tarifas, autorizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo, elevando o valor para R$ 5,30 por sentido. A atualização segue critérios previstos em contrato e impacta todos os usuários que trafegam pelo trecho.
Diante das repercussões, foi discutida a possibilidade de reposicionar o ponto de cobrança para o km 46, onde existia anteriormente uma praça de pedágio convencional. A medida, se confirmada, pode alterar a dinâmica de cobrança para moradores da região. Até o momento, no entanto, não há confirmação oficial sobre prazos ou implementação.
O cenário evidencia os diferentes efeitos da modernização dos sistemas de pedágio, equilibrando ganhos operacionais com desafios de adaptação para usuários frequentes.





