TNH1
  • TNH1
  • Variedades
  • Tudo Pop
  • Contato
    • Política de Privacidade
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • TNH1
  • Variedades
  • Tudo Pop
  • Contato
    • Política de Privacidade
Sem resultados
Ver todos os resultados
TNH1
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Geral

Novo programa de Lula corta impostos para data centers e medida pode atrair novas empresas para o Brasil

Por Matheus Chaves
17/09/2026
Presidente da República

Imagem: Ricardo Stuckert / PR

Na terça-feira (15), o presidente Lula sancionou um novo programa para cortar impostos para data centers. Trata-se do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), que tem como objetivo atrair novos investimentos para o país, ampliando os centros de processamento e armazenamento de dados no Brasil. O objetivo é atrair novas empresas para o Brasil.

A iniciativa foi criada em um momento de expansão da demanda por infraestrutura digital, principalmente devido ao crescimento da computação em nuvem e das aplicações de inteligência artificial. O programa estabelece benefícios tributários para empresas que instalarem, ampliarem ou modernizarem data centers no território nacional, mas também exige contrapartidas relacionadas a pesquisa, sustentabilidade e oferta de serviços no mercado brasileiro.

Como funciona o Redata?

O Redata estabelece um regime tributário específico para empresas que atuam com centros de processamento de dados. Na prática, a legislação reduz o custo de aquisição de equipamentos utilizados nessas estruturas, incluindo componentes de tecnologia da informação e comunicação.

Entre os tributos alcançados estão PIS/Pasep, Cofins e IPI. Equipamentos importados que não tenham equivalente produzido no Brasil também podem contar com isenção do Imposto de Importação, conforme as regras estabelecidas para o programa.

Isso significa que uma empresa interessada em construir ou ampliar um data center poderá adquirir determinados equipamentos com uma carga tributária menor. O objetivo é reduzir o custo inicial dos projetos e tornar o país mais competitivo na disputa por novos empreendimentos.

Medida também exige investimentos em pesquisa

O benefício fiscal não será concedido sem condições. As empresas participantes terão de destinar 2% do valor dos produtos adquiridos, sejam eles nacionais ou importados, para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação relacionados à economia digital.

A exigência busca fazer com que parte do benefício concedido pelo governo seja convertida em desenvolvimento tecnológico dentro do próprio país.

Além disso, as empresas deverão disponibilizar pelo menos 10% da capacidade de processamento, armazenamento e tratamento de dados para o mercado nacional. Essa parcela poderá ser comercializada para empresas brasileiras ou cedida a instituições de ciência e tecnologia e ao poder público, conforme as regras do programa.

Para projetos instalados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, as duas exigências são reduzidas em 20%. A regra foi criada para estimular uma distribuição mais descentralizada dos novos investimentos.

Data centers também terão regras ambientais

A participação no Redata envolve ainda critérios relacionados ao consumo de recursos naturais. Os empreendimentos precisarão atender a requisitos de eficiência hídrica e utilizar energia proveniente de fontes renováveis ou de baixa emissão, de acordo com os parâmetros que serão regulamentados.

A exigência está relacionada ao próprio funcionamento dos data centers. Essas instalações concentram grandes quantidades de servidores e equipamentos que permanecem em operação continuamente, o que aumenta a necessidade de energia elétrica e de sistemas de refrigeração.

Dessa forma, a política de incentivo combina a redução da carga tributária com condições para que os novos centros de processamento adotem determinados padrões ambientais.

Quanto o governo deve deixar de arrecadar?

Embora o objetivo seja estimular investimentos, o programa também representa uma renúncia de receitas para a União. As estimativas elaboradas pela Receita Federal apontam impacto fiscal de aproximadamente R$ 5,2 bilhões em 2026. Nos anos seguintes, os valores projetados são de cerca de R$ 1 bilhão em 2027 e R$ 1 bilhão em 2028.

A expectativa do governo é que a diminuição da carga tributária ajude a compensar esse custo fiscal por meio da atração de novos empreendimentos e da expansão da infraestrutura digital brasileira.

Por que o Brasil quer ampliar os data centers?

Os data centers são estruturas físicas que concentram servidores responsáveis por armazenar, processar e distribuir dados e aplicações digitais. Eles formam a infraestrutura utilizada por serviços de computação em nuvem, plataformas digitais, sistemas empresariais e ferramentas de inteligência artificial.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), cerca de 60% das cargas digitais brasileiras atualmente dependem de serviços prestados no exterior. A expansão da infraestrutura nacional, portanto, é tratada pelo governo também como uma questão de soberania digital.

A lógica é reduzir a dependência de estruturas localizadas fora do país e ampliar a capacidade brasileira de processar informações internamente. Isso pode beneficiar aplicações que necessitam de grande capacidade computacional e de baixa latência, além de criar demanda por serviços e equipamentos relacionados à economia digital.

Brasil tem vantagens para receber novos centros

O governo também considera que o Brasil possui características capazes de favorecer a instalação dessas estruturas. Entre elas está a disponibilidade de energia renovável e a existência de infraestrutura de comunicação conectada ao tráfego internacional de dados.

Os cabos submarinos são importantes nesse cenário porque fazem a ligação entre redes brasileiras e outras partes do mundo. Combinados à oferta de energia, eles ajudam a formar a infraestrutura necessária para operações de grande escala.

Apesar dessas condições, a participação brasileira no mercado internacional de data centers ainda é considerada pequena pelo governo. O Redata surge justamente como uma tentativa de ampliar essa presença e estimular uma cadeia nacional associada à infraestrutura digital.

O que acontece se uma empresa descumprir as regras?

As empresas que receberem os benefícios precisam cumprir as contrapartidas estabelecidas pela legislação. Caso deixem de atender às exigências, poderão perder o direito ao regime especial.

Nessa situação, a empresa deverá recolher os tributos que deixaram de ser pagos, acrescidos de multa e juros. A legislação também prevê impedimento para que ela volte a utilizar o Redata durante dois anos.

A regra cria uma relação direta entre o benefício fiscal e as obrigações assumidas pela empresa. Assim, a redução de impostos não funciona como uma isenção sem condições, mas como um incentivo vinculado à realização de determinados investimentos e compromissos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Matheus Chaves

Matheus Chaves

Jornalista e produtor de conteúdo com mais de nove anos de experiência em comunicação digital, produção editorial e jornalismo online.

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Sem resultados
Ver todos os resultados

Veja mais

Objetos escondidos confins sistema solar

Objetos escondidos nos confins do Sistema Solar podem revelar segredos de bilhões de anos

17/09/2026
Presidente da República

Novo programa de Lula corta impostos para data centers e medida pode atrair novas empresas para o Brasil

17/09/2026
Dois hotéis brasileiros entram para a lista dos 50 melhores do mundo e um deles ficou entre os dez primeiros

Dois hotéis brasileiros entram para a lista dos 50 melhores do mundo e um deles ficou entre os dez primeiros

17/09/2026
Carteira de motorista

Motoristas com CNH vencida entre junho e dezembro de 2026 terão prazo maior para renovar a habilitação

17/09/2026
Paraíso escondido na Bahia conquista lugar entre as melhores praias do mundo em ranking internacional

Paraíso escondido na Bahia conquista lugar entre as melhores praias do mundo em ranking internacional

17/09/2026
  • Contato
  • Política de Privacidade

TNH1

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • TNH1
  • Variedades
  • Tudo Pop
  • Contato
    • Política de Privacidade

TNH1