Viajar de avião pode pesar mais no bolso dos brasileiros nos próximos meses. Um reajuste no preço do querosene de aviação (QAV), anunciado pela Petrobras, acendeu um alerta no setor: as passagens aéreas tendem a subir diante do aumento expressivo nos custos das companhias.
De acordo com informações do mercado, o combustível teve alta de cerca de 55%, impulsionada principalmente pela valorização do petróleo no cenário internacional, em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio. A mudança passou a valer a partir de abril e já começa a refletir no preço das tarifas.
Por que o aumento do combustível impacta tanto as passagens?
O querosene de aviação é um dos principais custos das empresas aéreas, representando cerca de 30% a 36% das despesas operacionais. Quando esse valor sobe de forma significativa, as companhias têm pouca margem para absorver o impacto — e o repasse ao consumidor acaba sendo quase inevitável.
Dados recentes já indicam esse movimento: em poucos dias, plataformas de venda registraram aumento médio de até 15% nas passagens. Além disso, o próprio índice de inflação já captou a alta no setor aéreo, com as tarifas figurando entre os itens que mais pressionaram os preços no período.
O cenário é ainda mais delicado porque o setor aéreo brasileiro vinha de um momento de recuperação financeira, após reestruturações e prejuízos acumulados nos últimos anos. Com custos mais altos, empresas podem rever rotas, reduzir promoções e ajustar suas estratégias para manter o equilíbrio financeiro.
Especialistas também apontam que o impacto não se limita ao turismo. Passagens mais caras afetam viagens corporativas, logística e até o ritmo de crescimento econômico, já que o transporte aéreo é peça-chave na integração do país.
Diante desse contexto, o governo estuda medidas para amenizar os efeitos, como linhas de crédito e հնարավոր redução de impostos.





