O futuro de Pep Guardiola voltou a movimentar o futebol europeu nos últimos dias. Após deixar o comando do Manchester City, o treinador espanhol passou a ser o principal alvo da Federação Italiana de Futebol (FIGC), que iniciou uma busca por um novo comandante para reconstruir a seleção nacional. Apesar do forte interesse, Guardiola já definiu sua posição e optou por não assumir a equipe.
A decisão foi comunicada à entidade italiana depois de uma série de contatos realizados nesta semana. Com isso, a FIGC terá de seguir avaliando outros nomes para ocupar o cargo, encerrando uma das negociações mais ambiciosas desde o início da reformulação da Azzurra.
Federação italiana fez proposta e tentou flexibilizar o orçamento
O interesse da Itália em Guardiola não surgiu apenas por seu histórico de títulos. A federação entende que o espanhol reúne o perfil ideal para liderar um novo ciclo após a crise esportiva vivida pela seleção, que ficou fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva.
Para aumentar as chances de um acordo, dirigentes da FIGC chegaram a se reunir com Guardiola em Barcelona e demonstraram disposição para abrir uma exceção na política salarial da entidade. Segundo informações da Gazzetta dello Sport, o orçamento previsto girava em torno de 8,5 milhões de libras por temporada, mas o treinador desejava receber aproximadamente 17 milhões de libras anuais, valor muito acima do padrão adotado para seleções nacionais.
A tentativa da federação seguia uma lógica diferente da contratação de um treinador convencional. O objetivo era investir em um nome de alcance global, capaz de acelerar a reconstrução técnica da equipe e recuperar a competitividade internacional da Itália.
Guardiola recusou o convite e definiu prioridade
Apesar da insistência da FIGC, Guardiola decidiu não aceitar o desafio. De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Fabrizio Romano e confirmadas por outros veículos europeus, o treinador agradeceu o interesse, mas explicou que não pretende iniciar um novo trabalho neste momento.
Entre os fatores que pesaram na decisão está o desejo de fazer uma pausa após uma década à frente do Manchester City. Além disso, Guardiola sempre demonstrou preferência pelo trabalho diário realizado nos clubes, com treinamentos constantes e convivência contínua com os jogadores, características que diferem da rotina de uma seleção nacional.





