A Polícia Federal recomendou a demissão de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, nos Estados Unidos. A medida foi motivada pela acusação de abandono de cargo, conforme conclusão do processo administrativo.
Desde fevereiro de 2025, Eduardo está nos EUA alegando refúgio político. A ação foi encaminhada ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que decidirá sobre o futuro do ex-parlamentar.
A recomendação de demissão surge após Eduardo não retornar ao serviço público após a perda de seu mandato. Sua ausência resultou na cassação do mandato em dezembro de 2025. A Polícia Federal iniciou o Processo Administrativo Disciplinar em janeiro de 2026 para investigar o caso.
Processo administrativo
Eduardo foi intimado a retomar suas funções, mas não cumpriu a ordem. Seu envolvimento em uma condenação pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) complicou a situação.
O STF o condenou por coação no curso de processo, decisão tomada por unanimidade. Essa condenação destaca suas tentativas de influenciar ações judiciais no Brasil enquanto residia no exterior.
O Ministério da Justiça está atualmente analisando a recomendação de demissão. Apesar do processo ser uma formalidade, a decisão final cabe ao ministro.
Green Card
Durante essa turbulência, Eduardo Bolsonaro obteve um green card dos Estados Unidos. O documento garante residência e permissão para trabalhar no país. Esse status foi concedido no contexto das políticas migratórias do governo Trump.
A recomendação de demissão feita pela Polícia Federal aguarda decisão oficial. Toda a atenção se volta agora para o ministro Wellington Lima e Silva, com uma resolução esperada em breve.





