Produções audiovisuais são, em sua essência, desenvolvidos com o objetivo de gerar reações, emoções e provocar reflexões no público. Contudo, determinados filmes e séries conseguem impactar os espectadores de maneira tão intensa que ampliam significativamente o nível de envolvimento.
Por conta disso, para algumas pessoas, se despedir de suas produções favoritas pode ser extremamente doloroso. E de acordo com uma pesquisa publicada na revista científica PLOS ONE, existe uma explicação científica para esse fenômeno.
Justamente por conta da forte conexão construída no desenrolar da trama, sobretudo em produções mais extensas, alguns espectadores passam a enxergar os personagens como integrantes de seu grupo social, dando origem, assim a relacionamentos “parassociais”.
Por conta disso, o simples fim de uma história pode acabar gerando sentimentos semelhantes aos de uma perda na vida real, uma vez que esse público pode apresentar um alto nível de tristeza e angústia por serem obrigados a aceitar que não poderão mais acompanhar seus personagens favoritos.
Para obter os resultados, os cientistas envolvidos no estudo analisaram as respostas de 1.289 voluntários, que foram questionados, por meio de um formulário online, sobre como se sentiram em relação ao final do programa Neighbours. A maioria relatou ficado profundamente triste.
Evitando a dor: como não ficar triste com o fim de uma produção?
Por mais que seja comum sentir um “vazio” após chegar ao fim de um filme ou série, é fundamental aprender a lidar com o sentimento, já que a tristeza extrema pode ser extremamente prejudicial (principalmente nesse caso). Para superar a sensação, é ideal adotar a seguinte postura:
Aceitação: encarar o fim da história como um fechamento de ciclo e, com isso, focar na gratidão pela experiência;
Variedade: acompanhar múltiplas produções para, assim, evitar o choque abrupto pelo fim de uma história que era tida como a favorita;
Novas atividades: buscar uma nova produção para se envolver, e, com isso, permitir que a empolgação e curiosidade substituam a tristeza.





