A dança dos técnicos no futebol brasileiro segue em ritmo acelerado em 2026. A mais recente vítima foi Luis Zubeldía, demitido do Fluminense nesta quinta-feira (13) após uma sequência de oito jogos oficiais sem vencer. Ele é o 14º técnico demitido no Brasileirão 2026.
O treinador argentino, que estava no clube desde setembro de 2025, deixa o Tricolor com aproveitamento de 57,9%, com 27 vitórias, 18 empates e 12 derrotas em 57 partidas. O empate sem gols contra o Independiente Rivadavia, no Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas da Libertadores, foi seu último trabalho.
A demissão de Zubeldía é apenas o capítulo mais recente de um movimento que já atingiu outros clubes da Série A em 2026. A instabilidade tem sido a tônica da temporada, com treinadores sendo desligados por diferentes motivos, desde resultados insatisfatórios até desgastes internos.
Técnicos demitidos
O Corinthians demitiu Dorival Júnior em abril, mesmo após conquistar a Copa do Brasil e a Supercopa do Brasil, com 49% de aproveitamento. O São Paulo passou por Hernán Crespo, em março, e Roger Machado, em maio, este com 49%. Na Chapecoense, Gilmar Dal Pozzo caiu em abril, e seu sucessor, Fábio Matias, durou menos de dois meses, com apenas 23% de aproveitamento.
O Botafogo se desfez de Martín Anselmi em março, com 43%. Tite deixou o Cruzeiro também em março, com 53% e um título mineiro. Filipe Luís, campeão brasileiro em 2025 pelo Flamengo com 70% de aproveitamento, não resistiu ao início ruim de 2026 e foi demitido em março.
O Santos demitiu Juan Vojvoda em março, com 43%, enquanto o Vasco passou por Fernando Diniz em fevereiro e Renato Gaúcho em junho, este por desgaste com o elenco.
O primeiro a cair foi Jorge Sampaoli, no Atlético-MG, em fevereiro, com 45%. O Remo demitiu Juan Carlos Osorio em março, com 48%, e o Fluminense encerra a lista com Zubeldía.
A alta rotatividade de técnicos escancara a dificuldade dos clubes em encontrar estabilidade e reflete a pressão por resultados imediatos em um campeonato cada vez mais competitivo.





