A partir de 30 de setembro de 2026, a Google implementará novas regras para bloquear automaticamente aplicativos em celulares Android certificados no Brasil, Indonésia, Singapura e Tailândia. A medida visa aumentar a segurança dos usuários ao impedir a instalação de aplicativos não verificados. Essa política afeta lojas de aplicativos como a Google Play Store e outras plataformas, incluindo as de fabricantes como Samsung, Xiaomi e OPPO.
A iniciativa é fundamentada no uso do serviço Android Developer Verifier, capaz de verificar se um desenvolvedor possui identidade registrada no Google. O processo inclui o fornecimento de informações como nome completo, endereço e número D-U-N-S.
Ao exigir verificação, a Google busca reduzir a incidência de aplicativos prejudiciais, atendendo a uma crescente preocupação dos usuários de Android.
Como ocorre a verificação e instalação
O bloqueio impacta principalmente dispositivos Android certificados, que representam mais de 95% dos aparelhos fora da China. Para instalar aplicativos de desenvolvedores não registrados, os usuários deverão ativar a opção de instalação de fontes desconhecidas, mas isso eleva o risco de exposição a aplicativos potencialmente perigosos.
Esse mecanismo, chamado de “fluxo avançado”, requer ajustes de segurança no dispositivo, algo que a Google não recomenda.
Implicações para desenvolvedores
A medida traz desafios para desenvolvedores, que devem registrar suas identidades junto ao Google, submetendo seus aplicativos a um processo de verificação rigoroso. Apesar da exigência de informações adicionais, como documentos oficiais, esse procedimento é necessário para proteger o ecossistema Android e aumentar a confiança dos usuários.
A mudança visa tanto a segurança quanto a inovação. Enquanto os usuários se beneficiam de um ambiente mais seguro, os desenvolvedores enfrentam a necessidade de adaptação a exigências mais rigorosas, o que pode representar um esforço extra.





