Há três anos no Flamengo, o goleiro Rossi já acumula uma trajetória de sucesso tendo participado da conquista da Copa do Brasil, da Supercopa, um bicampeonato carioca e também uma Libertadores. Recentemente, em entrevista à imprensa no Ninho do Urubu, o atleta fez uma revelação sobre o que o faria sair do Mengão.
O contexto foi o seguinte: o arqueiro vem sofrendo alguns gols de fora da área na atual temporada, o que tem feito parte da torcida rubro-negra pegar no pé dele. Diante disso, houve o questionamento sobre como ele lida com a situação.
Então, em sua fala, o atleta ressaltou que “Se ligasse (para as críticas), iria embora (do clube) em seis meses”. Além disso, o jogador ressaltou que nem todo chute de fora da área que resulta em gol é culpa do goleiro. É necessário fazer uma análise ampla do lance.
Rossi explica por que os gols de longe não podem ser avaliados da mesma forma
A avaliação feita pelo goleiro está relacionada a uma característica específica das finalizações de média e longa distância. Para quem acompanha apenas o resultado da jogada, a impressão pode ser de que o arqueiro teve responsabilidade sempre que a bola entrou. No entanto, a situação muda de acordo com a trajetória, a velocidade do chute e, principalmente, o que acontece entre o jogador que finaliza e o goleiro.
Em alguns lances, a visão do goleiro fica parcialmente bloqueada pelos atletas que estão à frente. Isso reduz o tempo disponível para identificar a direção da bola e iniciar o movimento de defesa. Quando a finalização passa pelo último jogador e chega ao gol, a reação precisa acontecer em uma fração de segundo.
Foi justamente esse ponto que Rossi tentou explicar ao comentar os gols sofridos pelo Flamengo. O argentino citou a finalização de Erick, do Vitória, como um lance em que considera que não teve possibilidade real de defesa. Ao mesmo tempo, reconheceu que poderia ter feito um pequeno ajuste de posicionamento no gol marcado por Arroyo, do Cruzeiro.
A diferença entre os dois episódios mostra a análise que o goleiro considera necessária. Não basta observar a distância do chute e concluir que houve falha. É preciso entender como a jogada foi construída, onde estavam os jogadores e qual era a condição de Rossi no momento da finalização.
Goleiro sofreu oito gols de fora da área em 2026
Os números ajudam a entender por que o assunto passou a ganhar espaço entre os torcedores. Rossi sofreu oito gols em finalizações de fora da área ao longo de 2026.
Entretanto, os lances apresentam características diferentes. Em três deles, o goleiro estava adiantado em razão do desenvolvimento das jogadas. Nos outros cinco, permanecia dentro da área e em posição próxima à linha do gol.
Essa diferença é importante porque o posicionamento não depende apenas de uma escolha individual do goleiro. O atleta precisa ajustar sua posição de acordo com o momento da partida, a localização da bola e a possibilidade de uma finalização rápida.
Por isso, Rossi reconhece que existe espaço para evolução, mas rejeita a ideia de que todos os gols sofridos de longe tenham a mesma explicação. Para ele, cada finalização precisa ser examinada individualmente para determinar se houve erro técnico ou se o atacante simplesmente conseguiu executar um chute de alta dificuldade.





