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Se isso acontecer durante a compra, você pode processar o supermercado

Por Julia da Silva
21/03/2026
Se isso acontecer durante a compra, você pode processar o supermercado

Créditos: Freepik

Uma mulher na cidade de Osvaldo Cruz, estado de São Paulo, passou por uma situação que pode acontecer facilmente com qualquer um — um crime passível de processo com indenização por danos morais e até responsabilização criminal.

Segundo informações do Metrópoles, uma cliente de um supermercado do munícipio paulista acionou a Justiça após afirmar que foi ofendida por um funcionário enquanto fazia compras. Segundo o processo, ela foi comparada a uma “vampira” por conta de sua prótese dentária, em um comentário feito em público, o que gerou constrangimento imediato.

A situação se agravou quando, ao procurar a gerência, a mulher teria sido orientada a “deixar para lá”. Para a ação, essa postura reforça a falha do estabelecimento em garantir um ambiente respeitoso, como exige o Código de Defesa do Consumidor.

Comentários feitos por funcionários não são “brincadeira” e podem gerar indenização

No processo em questão, a cliente pede R$ 10 mil por danos morais, alegando humilhação e abalo emocional, visto que foi um comentário feito em público, o que gerou constrangimento.

De acordo com o Metrópoles, a mulher relatou que o funcionário perguntou se ela havia dormido bem e alegou que ela “estava parecendo uma vampira, porque estava com os dentões de vampiro”.

Pela legislação brasileira, ofensas verbais configuram crime contra a honra, como injúria, e também podem gerar obrigação de indenizar. Isso vale especialmente quando o episódio ocorre em um ambiente comercial, onde o consumidor deve ser tratado com dignidade e respeito.

Além do funcionário, o próprio supermercado pode ser responsabilizado. Isso porque a empresa responde pelos atos de seus empregados durante o atendimento, principalmente quando não toma providências diante do ocorrido.

Para quem passa por uma situação semelhante, a lei recomenda a documentar o ocorrido, buscar testemunhas, registrar a reclamação no local e, se necessário, formalizar um boletim de ocorrência.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Julia da Silva

Julia da Silva

Jornalista com experiência em textos jornalísticos e de redação criativa, interessada pelo mundo e por boas histórias.

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