O torcedor do Vasco recebeu um recado desanimador em relação a R$ 150 milhões que o clube estava esperando receber para contratar um zagueiro, um meia e um centroavante. Acontece que a justiça travou o empréstimo que o clube queria nesse valor para destinar às contratações.
A juíza responsável pelo processo, Simone Gastesi Chevrand, solicitou que seja realizada uma nova auditoria antes da liberação do dinheiro. O problema é que esse trâmite levará pelo menos 15 dias. A janela de transferências será fechada em 24 dias e, assim, é possível que o Vasco não tenha acesso ao montante antes do encerramento do período de contratações.
Vasco já mapeou opções no mercado
Mesmo com a indefinição financeira, o planejamento esportivo não foi interrompido. O clube já vinha trabalhando na busca por reforços para diferentes setores e possui negociações mais adiantadas para a defesa e o meio-campo.
Conforme noticiado pelo ge, na zaga, Diego Carlos aparece como um dos principais nomes monitorados pelo Vasco. O jogador pertence ao Fenerbahçe e já era acompanhado pelo clube antes da atual janela. A situação, entretanto, depende de condições financeiras que permitam ao Cruz-Maltino avançar na negociação.
No meio-campo, a diretoria também mantém alternativas em avaliação. O cenário mostra que o Vasco não está simplesmente procurando jogadores de última hora: existe um mapeamento prévio de mercado, mas a falta de garantia sobre os recursos limita a possibilidade de transformar essas consultas em contratações.
Esse é justamente o principal problema criado pela decisão judicial. O clube pode identificar os jogadores, conversar com representantes e até encontrar condições consideradas interessantes, mas uma negociação só evolui para as etapas finais quando existe segurança de que haverá dinheiro para concluir a operação.
Centroavante virou uma necessidade ainda maior
O ataque também continua entre as prioridades do Vasco. A situação ganhou mais peso depois da lesão de Brenner, que alterou o planejamento para a posição e aumentou a necessidade de encontrar outra alternativa para atuar como referência ofensiva.
O clube contratou recentemente Facundo Colidio, que pode exercer diferentes funções no setor ofensivo. O argentino atua pelos lados e como segundo atacante, mas também vem sendo testado como centroavante, justamente para oferecer uma solução diante da ausência de Brenner.
Ainda assim, a diretoria busca outro jogador para o ataque. A intenção é aumentar as opções disponíveis para Pedro Emanuel, principalmente porque a equipe precisa disputar diferentes competições ao longo da temporada.
Dessa forma, a busca por um camisa 9 não desapareceu com a chegada de Colidio. O argentino oferece versatilidade, mas o planejamento vascaíno continua considerando a contratação de um atacante de referência como uma possibilidade.
O problema dos R$ 150 milhões vai além das contratações
A demora para analisar o empréstimo não afeta somente o mercado da bola. O CEO da SAF do Vasco, Fred Luz, afirmou ao ge que o dinheiro também é considerado necessário para manter os compromissos financeiros do clube nos próximos meses.
O empréstimo solicitado é um financiamento do tipo DIP, modalidade utilizada durante processos de recuperação judicial para fornecer recursos à empresa enquanto ela reorganiza sua situação financeira. No caso do Vasco, o pedido foi apresentado à Justiça como uma forma de reforçar o caixa em um momento considerado delicado.
Isso muda a dimensão do problema. Se o dinheiro não chegar a tempo, o Vasco não terá apenas dificuldade para contratar jogadores: a falta do recurso também pode pressionar o pagamento de despesas e compromissos financeiros do clube.





