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Vulcão acorda depois de 700 mil anos em silêncio e deixa muitos assustados

Por Eduardo Sant’Anna
12/11/2025
Vulcão

Pixabay/Reprodução

Um vulcão no sudeste do Irã voltou a mostrar sinais de vida após centenas de milhares de anos de silêncio. O Taftan, uma imponente montanha de quase 4 mil metros de altitude, elevou-se cerca de 9 centímetros em apenas 10 meses, segundo um estudo publicado na revista Geophysical Research Letters. 

O leve inchaço do terreno, detectado por satélites, indica que pressões estão se acumulando sob o solo, e isso deixou cientistas em alerta.

Pressão cresce sob o Taftan

O levantamento do solo, registrado entre julho de 2023 e maio de 2024, foi observado por meio do sistema InSAR, uma tecnologia de radar capaz de medir deformações na crosta terrestre a partir do espaço. As imagens, captadas pelos satélites Sentinel-1, mostram que o solo próximo ao cume do vulcão vem subindo lentamente, sem sinais de recuo, sinal de que o gás e o calor subterrâneo ainda não encontraram uma rota de escape.

De acordo com o pesquisador Pablo J. González, do Instituto de Produtos Naturais e Agrobiologia do Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha, o fenômeno exige atenção imediata das autoridades iranianas. “Esse tipo de pressão precisa ser liberada, de forma violenta ou silenciosa. O importante é monitorar antes que o vulcão grite”, afirmou o cientista em entrevista ao Earth.

Um gigante adormecido, mas não extinto

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O Taftan é classificado como um estratovulcão, formado por camadas de lava e cinzas. Embora não existam registros de erupções históricas, ele libera gases por fumarolas no topo, o que prova que o sistema ainda está ativo. 

Pesquisadores acreditam que o magma permanece a mais de 3 quilômetros de profundidade, e que a recente elevação é causada por gases presos em rochas e fraturas, e não por lava subindo à superfície.

Apesar disso, o risco não é desprezível. O principal perigo é o de explosões freáticas, pequenas erupções de vapor causadas quando a água subterrânea entra em contato com rochas superaquecidas. Esses eventos podem lançar cinzas e gases tóxicos, afetando áreas próximas, como a cidade de Khash, a cerca de 50 quilômetros do vulcão.

A importância do monitoramento

Por estar em uma região remota, o Taftan não possui rede de sensores nem estações sísmicas permanentes, o que torna os satélites a principal ferramenta de vigilância. Os pesquisadores pedem a instalação de equipamentos para medir gases e pequenos tremores, além da criação de rotas de evacuação e planos de emergência para as comunidades próximas.

O caso do Taftan é mais um lembrete de que vulcões considerados “extintos” podem apenas estar dormindo.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Eduardo Sant’Anna

Eduardo Sant’Anna

Jornalista apaixonado por esportes. Experiência em redação, produção de textos e elaboração de pautas.

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