Na busca por uma vaga de emprego, a primeira impressão vai muito além do currículo. A roupa escolhida para a entrevista é capaz de transmitir segurança, alinhamento cultural e até mesmo a noção de profissionalismo do candidato. Segundo especialistas em etiqueta corporativa, negligenciar esse aspecto pode custar caro.
Marc Cenedella, CEO da plataforma de recrutamento Ladders, lembra que o terno e o tailleur deixaram de ser obrigatórios em ambientes corporativos, mas isso não significa liberdade total. “Vestir-se de forma incompatível com a cultura da empresa pode ser tão prejudicial quanto não estar preparado tecnicamente”, afirma à Época Negócios.
A importância da imagem
Independentemente do nível de formalidade do escritório, há peças que devem ser evitadas em qualquer circunstância. Roupas amassadas, excessivamente informais ou extravagantes comprometem a credibilidade do candidato. “As pessoas formam uma opinião sobre você antes mesmo de a entrevista começar”, explica Betsy Aimee, consultora de moda e carreira.
O que não vestir em uma entrevista de emprego
Confira abaixo os principais itens apontados por especialistas como inadequados:
- Roupas amassadas ou mal cuidadas.
- Peças manchadas, apertadas ou visivelmente desconfortáveis.
- Cores muito claras, que podem manchar com facilidade.
- Looks excessivamente ligados à moda passageira.
- Jeans e camisetas básicas, mesmo em empresas casuais.
- Roupas de academia.
- Maquiagem exagerada ou acessórios chamativos.
- Estampas ou cores muito intensas.
- Sandálias ou calçados abertos.
- Gravatas de cores impróprias, como pretas ou de estampas excêntricas.
- Fones de ouvido à vista durante o processo.
- Roupas íntimas aparentes.
- Perfume em excesso.
- Sapatos ou cintos esportivos em ambientes mais conservadores.
- Piercings chamativos, a menos que o ambiente permita.
- Calças de yoga ou roupas de ginástica.
Cultura empresarial x estilo pessoal
Barbara Pachter, autora de The Essentials of Business Etiquette, destaca que a pesquisa prévia sobre a empresa é fundamental. “O erro mais comum é seguir regras ultrapassadas ou ignorar a cultura organizacional”, afirma.
Em outras palavras, não se trata apenas de escolher roupas bonitas, mas de compreender qual imagem será projetada diante do entrevistador. Para Cenedella, o ideal é encontrar o equilíbrio entre a autenticidade pessoal e o respeito às expectativas corporativas.





