Em 2026, tirar a Carteira Nacional de Habilitação ficou menos complicado em alguns estados brasileiros. Mudanças recentes nas regras do exame prático abriram caminho para um processo mais simples, com menos etapas consideradas estressantes pelos candidatos.
São Paulo, Amazonas, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul já adotaram o novo modelo, que segue resolução do Conselho Nacional de Trânsito e tende a ser replicado em outras regiões.
O que mudou no exame prático da CNH
A principal alteração foi o fim da exigência da prova de baliza em área demarcada. A manobra, tradicional desde os anos 1980, deixou de ser obrigatória nesses quatro estados. Com isso, o exame passa a priorizar a condução em situação real de trânsito, avaliando conversões, respeito à sinalização, controle do veículo e estacionamento junto ao meio-fio durante o percurso.
Outra novidade relevante é a liberação do uso de carros com câmbio automático na prova prática, tanto para quem busca a primeira habilitação quanto para quem está renovando a CNH. Antes restrito a casos de adaptação veicular, o modelo agora reflete a presença crescente desse tipo de automóvel na frota brasileira.
Os Detrans envolvidos afirmam que as mudanças buscam modernizar o processo, reduzir custos e tornar a experiência do candidato menos tensa. A avaliação deixa de focar em um único erro eliminatório e passa a observar o comportamento do motorista ao longo do trajeto.
Especialistas e representantes de autoescolas, porém, divergem sobre os impactos. Parte do setor avalia que a flexibilização pode comprometer a formação, enquanto os órgãos de trânsito sustentam que a baliza continua sendo ensinada nas aulas práticas, mesmo sem cobrança obrigatória no exame.
Na prática, os quatro estados se tornam referência em um modelo mais acessível de habilitação em 2026, marcando uma mudança histórica na forma de avaliar novos condutores no Brasil a partir agora





