Dormir até mais tarde aos sábados e domingos parece uma solução natural para compensar as poucas horas de descanso acumuladas ao longo da semana. No entanto, especialistas alertam que esse hábito pode ser um sinal de que o organismo está enfrentando uma privação crônica de sono.
A prática é tão comum que possui até um nome na medicina: “jet lag social”. O termo descreve o descompasso entre o relógio biológico e a rotina diária, geralmente marcada por jornadas de trabalho, estudos, uso excessivo de telas e horários irregulares para dormir.
Segundo o médico Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (InCor),em entrevista à CNN, a necessidade frequente de recuperar horas de sono nos fins de semana indica que o descanso durante os dias úteis não está sendo suficiente.
Dormir mais no fim de semana resolve o problema?
De acordo com o especialista, adultos devem dormir, em média, entre sete e oito horas por noite para manter o funcionamento adequado do organismo.
Dormir menos de seis horas de forma recorrente tem sido associado a um maior risco de doenças cardiovasculares, obesidade, hipertensão, alterações metabólicas e prejuízos cognitivos em aspectos como memória, a concentração, o humor e a produtividade
Embora dormir mais nos dias de folga possa amenizar parte dos efeitos da privação de sono, a estratégia não elimina completamente os impactos causados pela falta de descanso ao longo da semana. Ainda assim, os especialistas afirmam que recuperar o sono é melhor do que manter o déficit acumulado.
Para evitar esses problemas, a recomendação é manter horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana. Reduzir o uso de celulares e outras telas antes de dormir, evitar cafeína à noite e criar uma rotina de descanso são medidas que ajudam a melhorar a qualidade do sono.





