O Bolsa Família voltou a crescer em 2026 e alcançou o maior número de beneficiários desde o fim do pente-fino realizado pelo governo federal ao longo do ano passado. Em junho, o programa passou a atender 19,35 milhões de famílias em todo o país, um aumento de aproximadamente 690 mil cadastros em comparação com novembro de 2025.
Os dados mostram uma mudança de direção após a revisão que retirou milhões de beneficiários do programa. Na época, o governo realizou uma série de verificações para identificar irregularidades, fraudes e pagamentos considerados indevidos. Agora, o cenário é de expansão, mesmo em um contexto de queda do desemprego e aumento da renda média dos brasileiros.
Valor médio supera os R$ 670
Além da ampliação do público atendido, o Bolsa Família mantém um valor médio acima do benefício mínimo estabelecido pelo governo.
Embora a parcela base permaneça em R$ 600, a estrutura atual do programa inclui adicionais destinados a grupos específicos, como crianças, adolescentes e gestantes. Esse mecanismo elevou o pagamento médio para R$ 677,66 por família em junho.
Crescimento acontece em ano eleitoral
O avanço no número de beneficiários também chama atenção pelo momento em que ocorre. O aumento foi registrado em um ano de eleições gerais, período em que historicamente os programas de transferência de renda costumam ganhar destaque no debate político e econômico.
Levantamentos sobre a evolução do Bolsa Família mostram que o programa ampliou sua base de beneficiários na maior parte dos anos eleitorais desde sua criação. A única exceção ocorreu em 2014.
O histórico indica que a expansão dos pagamentos em períodos eleitorais não é um fenômeno recente, embora as circunstâncias econômicas e as decisões de cada governo sejam diferentes. O maior aumento ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro, em 2022, com a adição de 6,6 milhões de beneficiários.
Custo do programa volta a subir
A ampliação do número de famílias atendidas também impacta diretamente o orçamento federal. Em junho, o Bolsa Família consumirá cerca de R$ 13,1 bilhões.
O valor representa um aumento de aproximadamente R$ 384 milhões em relação ao registrado em novembro do ano passado. Esse crescimento é explicado principalmente pela inclusão de novos beneficiários e pela manutenção dos adicionais pagos a determinados grupos familiares.





