No último domingo (21), a Colômbia fechou as urnas do segundo turno de suas eleições presidenciais e, com isso, decretou a vitória de Abelardo de la Espriella, do Movimento de Salvação Nacional (MSN), com 49,66% dos votos válidos.
Mesmo sem experiência política, advogado e empresário de 47 anos derrotou o senador governista Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro, e celebrou o que chamou de “início de uma nova era” para o país.
Vale lembrar que, atualmente, a Colômbia enfrenta sua pior onda de violência em uma década. Durante seu primeiro discurso, Espriella afirmou que dar um fim a esse problema será uma de suas prioridades.
“Para aqueles que semearam violência, terror, narcotráfico e corrupção durante todos esses anos: o tempo de vocês acabou”, declarou o novo presidente, que circulou pelas ruas de Barranquilla em um veículo muito semelhante ao utilizado pelo Papa.
Espriella, que também é conhecido pelo apelido de “El Tigre”, deve se manter no cargo até 2030. Ainda durante sua fala, ele confirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu e manifestou apoio à sua vitória.
Atual presidente contesta resultado
Com o resultado oficializado pelas autoridades eleitorais, Espriella está chancelado para assumir a presidência da Colômbia no dia 7 de agosto. Todavia, embora até mesmo Cepeda tenha reconhecido a vitória de seu adversário, o atual presidente colombiano, Gustavo Petro, manifestou forte inconformismo com o resultado.
Isso porque nas redes sociais, ele divulgou um relatório técnico alegando falhas no software da Thomas Greg & Sons, uma das empresas responsáveis pela contagem preliminar. Segundo Petro, os formulários E-14 utilizados para votação foram adulterados.
Petro também apontou descompassos na votação exterior, destacando um consulado com mil votos para 80 eleitores inscritos, e ainda sugeriu a participação do Estado de Israel na suposta violação do sistema eleitoral. A situação será analisada pelas autoridades.





