Milhares de passageiros precisaram reorganizar a rotina após o início da greve dos rodoviários no Rio de Janeiro anunciada no domingo (28). A paralisação começou à meia-noite de segunda-feira (29) e reduziu significativamente a circulação de ônibus na cidade, afetando o deslocamento de trabalhadores, estudantes e demais usuários do transporte coletivo.
O movimento foi mantido após decisão da categoria em assembleia realizada na noite anterior. Enquanto não há um acordo entre trabalhadores e empresas, a expectativa era de que as negociações avançassem em audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), marcada para tentar solucionar o impasse. Porém, aaudiência ocorreu e terminou sem acordo entre as partes.
Sem apresentar novas alternativas, a entidade dos patrões manteve a oferta de reajuste salarial em 4,39%. O índice fica muito aquém dos 17% pleiteados pela categoria dos rodoviários.
Frota reduzida aumenta impacto na mobilidade
Com a paralisação, a quantidade de ônibus em circulação caiu de forma expressiva. Segundo as informações divulgadas, aproximadamente 800 veículos permaneceram em operação, número bem inferior à frota habitual, que gira em torno de 1.800 ônibus. Como consequência, passageiros enfrentaram filas maiores, aumento no tempo de espera e dificuldades para chegar ao trabalho e a outros compromissos.
O cenário também provocou maior procura por outras modalidades de transporte, como trens, metrô e até barcas. Em alguns pontos da cidade, houve registros de usuários acessando faixas exclusivas do BRT durante a tentativa de encontrar alternativas para os deslocamentos.
Categoria cobra reajuste salarial e mudanças nas condições de trabalho
A greve tem como principal motivação as reivindicações apresentadas pelo sindicato dos rodoviários. Entre os pedidos estão reajustes salariais, com piso de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e de R$ 4 mil para os condutores de veículos convencionais.
Além da questão salarial, a categoria reivindica vale-alimentação de R$ 1 mil, mudança na jornada de trabalho, encerramento dos contratos temporários, manutenção de benefícios e melhorias nas condições oferecidas aos profissionais do setor.





