No próximo domingo (5), o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti e o treinador da Noruega, Stale Solbakken, se enfrentarão no jogo entre as suas seleções embusca de uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. Porém, antes do duelo, existe um detalhe que vem chamando a atenção de todos: a disparidade de salário entre os dois treinadores nacionais. Enquando o comandante da Amarelinha recebe R$ 4,6 milhões, o norueguês tem um salário 10 vezes menor.
Segundo levantamento divulgado pelo ge, Ancelotti recebe cerca de 9,5 milhões de euros por ano (R$ 55,8 milhões), o equivalente a aproximadamente R$ 4,6 milhões por mês, valor que o coloca isolado na liderança entre os comandantes de seleções.
Enquanto isso, do outro lado da comparação, o técnico da Noruega, Ståle Solbakken, aparece em uma faixa salarial significativamente inferior, com vencimentos que giram em torno de um décimo do que recebe o treinador da Seleção Brasileira. Segundo o Klaveness, o norueguês, tem o salário anual de 850 mil euros (aproximadamente R$ 5 milhões). Mensalmente, a quantia é de cerca de R$ 415 mil.
Ancelotti no topo de uma estrutura altamente desigual
A diferença entre os dois comandos técnicos não é apenas numérica, mas também estrutural. O salário de Ancelotti reflete um movimento recente de valorização dos técnicos de seleções de elite, especialmente aqueles que chegam após passagens por clubes de alto nível na Europa.
Nesse contexto, o italiano se tornou o principal nome da Copa do Mundo em termos de remuneração, superando com ampla margem outros treinadores de destaque, como Thomas Tuchel e Julian Nagelsmann, que aparecem logo abaixo no ranking global.
O valor pago pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também dialoga com uma estratégia de longo prazo, já que o contrato foi estruturado para cobrir este Mundial e o próximo ciclo até 2030, consolidando Ancelotti como peça central do projeto esportivo da seleção.
Noruega aposta em estabilidade, não em investimento milionário
No caso da Noruega, o cenário segue uma lógica diferente. O técnico Ståle Solbakken permanece no cargo desde 2020 e teve seu contrato renovado até 2028, reforçando um modelo baseado em continuidade e estabilidade de trabalho, mais do que em investimentos elevados em comissão técnica.
Esse tipo de estrutura é comum em seleções que não estão entre as principais potências financeiras do futebol europeu. A Noruega, apesar de contar com nomes de destaque individual como Erling Haaland, mantém uma política mais conservadora na gestão de salários, priorizando planejamento de longo prazo e desenvolvimento interno.





